A ingenuidade de Guilherme Santana sob a ótica do Marketing


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Quem acompanha o programa Pânico na Band, pode perceber que ultimamente uma briga de egos vem movimentando as noites televisivas de domingo. Independentemente do quadro ser armado ou não, eu fiz uma pequena reflexão acerca dos resultados relacionando-os com uma conhecidíssima teoria do Marketing.

Para quem ainda não viu, esse pequeno duelo funciona da seguinte forma:

A cada programa, o público vota e elege o melhor quadro dentre os dois apresentados pelos humoristas Eduardo Sterblitch e Guilherme Santana. O placar inicial começou com 3 vitórias consecutivas do Guilherme, resultado que ao meu ver, foi ocasionado muito mais pelo comportamento esnobe do Edu, do que por méritos do Guilherme Santana.

Passado a surpresa inicial, a mudança de postura de palco foi feita e o placar rapidamente foi empatado, e, ao que tudo indica, o resultado final já é bem previsível.

A ingenuidade de Guilherme Santana sob a ótica do Marketing

O panorama geral é o seguinte, enquanto o talentosíssimo Eduardo Stablich dá um show exercendo o que faz de melhor, ou seja, uma imitação de um personagem criado por ele próprio, cheio de bordões e palavrões que se repetem constantemente, o esforçado Guilherme Santana, que apesar de também fazer boas imitações, peca na falta de originalidade, limitando-se a copiar artistas que já foram consagrados em um passado distante.

Novamente frisando, combinações de resultado a parte, o que o Guilherme e a sua equipe parecem desconhecer, na verdade, é um velho gráfico conhecido pelo pessoal da Administração. Trata-se de uma simples teoria chamada de ciclo de vida do produto.

Resumindo de uma forma bem crua, a teoria do ciclo de vida de um produto é definida em quatro estágios: introdução, crescimento, maturidade e declínio (você poderá entender melhor sobre a teoria clicando aqui).

cicloproduto

É necessário entender que um quadro humorístico, ou qualquer outro quadro ou personagem televiso, também se caracteriza como um produto, e não foge de forma alguma aos princípios aplicados por essa teoria.

Querer ressuscitar um quadro que já teve o seu ciclo encerrado, seria como uma fabricante de brinquedos querer relançar alguns de seus produtos que fizeram sucesso na época de nossos pais ou avós. Em raríssimas ocasiões essa estratégia retro de fato funciona. Eu, por exemplo, não me imagino brincando de rodar peão na rua.

A meu ver, ao desconhecer esse princípio básico de gestão, o ator, e principalmente a equipe que o assessora, joga literalmente na lata do lixo uma grande oportunidade que lhes foi concedida. Se tais quadros deixaram de existir, pode apostar que um dos principais motivos foi à falta de interesse do público em prestigia-los.

Para encerrar o texto, ainda lanço uma segunda observação.

Ao optar por fazer imitações que já foram feitas pelos humoristas Edu e Carioca, o humorista Guilherme Santana, inocentemente, tenta superar o que os seus concorrentes sabem fazer de melhor.

Quando isso acontece, fica muito nítida a discrepância de habilidades entre as partes envolvidas.

Um tiro no pé que apenas poucos profissionais, que são devidamente bem remunerados por isso, podem cometer.


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