[Resenha] A Magia do Atendimento: as 39 regras essenciais para garantir serviços excepcionais


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Confesso que eu não sou um dos maiores fãs desses tipos de livros que fornecem uma quantidade de regras para se alcançar alguma coisa. Geralmente, esse é um tipo de técnica bem manjada que é utilizada pelo marketing para aguçar a curiosidade das pessoas.

No entanto, em A Magia do Atendimento: as 39 regras essenciais para garantir serviços excepcionais, Lee Cockerell, o ex-vice-presidente de operações do Walt Disney World Resort, conseguiu demonstrar de uma maneira simples e prática, algumas valiosas lições sobre o universo do atendimento ao cliente.

O autor, que abusa em dizer sobre a sua experiência no ramo em praticamente todos os capítulos, recheia a obra com diversos exemplos, simples e corriqueiros, que não deixam dúvidas sobre a importância de se aplicar as regras que ele fornece. Muitos desses exemplos, por sinal, aconteceram com o próprio Lee.

O atendimento ao cliente não é um departamento:

O atendimento ao cliente envolve a experiência como um todo, desde o momento em que uma pessoa entra no seu site ou pela porta da loja até o momento que ela sai. Todas as pessoas da empresa devem ser vistas como representantes de atendimento ao cliente, pois, de uma forma ou de outra, cada uma delas afeta a qualidade da experiência do cliente.

Um cliente é conquistado por vez e mil são perdidos de uma só vez só: na era da mídia social, é fácil perder clientes aos milhares de uma só vez. Os clientes furiosos são muito mais motivados a expressar seus sentimentos e críticas e recebem muito mais atenção do que os clientes entusiastas. O cérebro dos seres humanos é configurado para prestar mais atenção ao negativo do que ao positivo. Resumindo, se você fizer alguma coisa para irritar o cliente na hora do atendimento, pode apostar que você não perderá apenas ele.

O excelente atendimento segue a lei da gravidade: o espirito do atendimento começa no topo e, de lá, vai descendo por todos os níveis da organização. Os melhores lideres também atuam como exemplos a serem seguidos, demonstrando os atributos de um excelente atendimento em cada palavra e ação, não apenas com os clientes, mas também com os fornecedores, colegas, colaboradores e todas as outras pessoas que afetam o modo como os negócios são feitos. Grande líderes falam em alto e bom som para indicar onde suas organizações devem se concentrar e o que se espera dos funcionários para atingir essas metas.

Não ignore os pequenos detalhes: a LIMPEZA do local, a APARÊNCIA/HIGIENE dos funcionários, a capacidade de se COMUNICAR COM CLAREZA com os clientes, a CONSIDERAÇÃO de tratar os clientes de maneira individual e o CONHECIMENTO para colocar tudo isso em prática, são detalhes que devem serem levados em conta.

O que a sua mãe faria?: quando você for atender um cliente, lembre-se dos conselhos que a sua mãe lhe dava quando criança. Pense sempre: “não faça nada que você não gostaria que sua mãe soubesse”.

Seja um ecologista: uma empresa é como um ecossistema: todos os elementos são interconectados como em um meio ambiente natural, ou seja, o que acontece em uma área afeta todas as outras em alguma extensão. Cada decisão tomada, cada email enviado, cada conversa, cada promoção, cada procedimento podem acabar tendo enormes repercussões sobre o atendimento aos seus clientes.

Mantenha-se alinhado: em um mundo perfeito, a sua aparência, as suas roupas ou até o seu estilo de cabelo não afetariam o que os clientes pensam de você. Mas o mundo está longe de ser perfeito e a verdade é que as pessoas formam uma opinião sobre você nos primeiros segundos de interação. Os clientes não só o julgarão rapidamente como também a sua empresa com base no que esperam da aparência de um atendente. Se você tiver uma aparência alinhada, você se sentirá alinhado e prestará um atendimento alinhado. Pode não ser justo, mas a vida é assim, é como diz o ditado: “não se vista para o emprego que tem, mas para o emprego que deseja ter”.

Seja profissional: profissionalismo não depende de treinamento, cargo ou nível salarial, mas é uma questão de como você se comporta, particularmente na presença de clientes. Quando você está trabalhando no emprego dos seus sonhos, é fácil agir dessa forma, o problema é quando você não está nele. Enquanto alguns trabalham com um ar de tédio e ressentimento, como se quisessem deixar claro que não queriam estar ali, outros tratam o trabalho com o respeito. Eles podem desejar por dentro, nunca mais irem trabalhar ali, mas fazem de tudo para não demonstrar esse ressentimento. Essas pessoas trabalham duro e tratam todo cliente como se fosse a pessoa mais importante do mundo. E essa atitude compensa. Uma dica é “não atue como se tivesse o emprego que tem, mas como se tivesse o emprego que deseja ter”. Os seus clientes e o seu chefe o respeitarão por isso e, o mais importante, você se respeitará por isso. Porque no fim das contas, o profissionalismo nada mais é do que o respeito próprio.

Contrate o melhor elenco: no que diz respeito à satisfação do cliente, a estratégia mais eficaz é contratar pessoas que têm o que é chamado de “tripla coroa” do atendimento: excelentes habilidades técnicas, uma atitude do tipo “eu consigo fazer o que for necessário” e uma enorme paixão pelo que fazem. Juntos, esses três fatores constituem o elemento mais indispensável do excelente atendimento ao cliente: comprometimento. Funcionários comprometidos têm clientes satisfeitos.

Seja o seu próprio Shakespeare: se a sua meta for atingir um excelente desempenho no atendimento, sua primeira tarefa será descrever exatamente como deveria ser esse atendimento. Pense em todos os detalhes e no que você e os seus funcionários precisam fazer para possibilitar essa experiência perfeita. Em seguida, apresente esse roteiro a todos as pessoas da sua equipe. Em suma, essa técnica serve para não deixar o desempenho dos funcionários ao acaso, porque se nem você sabe como seria o atendimento dos sonhos na sua empresa, imagine a sua equipe.

Seja um expert na criação de experts: da mesma maneira que você preferiria ter um cirurgião altamente experiente e especializado caso fosse precisar de uma cirurgia, os seus clientes também preferem lidar com especialistas nos quais eles podem confiar ao fazer negócios com sua empresa. No universo do atendimento ao cliente, não adianta um funcionário ser simpático, mas incompetente, o fato é que enquanto os experts atendem os clientes rapidamente, os não experts só enrolam e dão informações vagas, incorretas ou irrelevantes. É por isso que as organizações que dedicam tempo e recursos significativos e contínuos ao treinamento de seus funcionários conseguem atender aos clientes melhor do que as outras. No fim das contas, elas sabem que é frustrante fazer negócios com funcionários mal informados.

Ensaie sempre: a prática leva a perfeição. Uma forma simples de ensaio é a interpretação de papéis. Basta atribuir a alguns funcionários o papel de clientes e deixar os outros desempenharem seu papel usual. Instrua os “clientes” a colocar os funcionários à prova fazendo perguntas difíceis e exigências absurdas. Além de ensinar aos funcionários como realizar seu trabalho em condições do dia a dia, o ensaio também pode prepara-los para situações difíceis e incomuns. Uma vez que os ensaios tornam a atuação no dia a dia quase instintiva, os funcionários ficam com mais capacidade mental disponível para a resolução de problemas, de forma que, diante de uma nova situação, eles poderão encontrar a melhor solução mais rapidamente.

Exija mais para conseguir mais: as pessoas tendem a dar o que se espera que elas deem; então, se esperar o melhor de todos, é o que você obterá. A conceituada fabricante de ferramentas elétricas Stihl é conhecida por construir uma cultura onde seus funcionários exigem excelência em todos os seus produtos e serviços, e não se contentam com nada menos que isso. Se o menor detalhe não estiver perfeito em qualquer um dos produtos da empresa, o item não sai da fabrica até ser ajustado à perfeição. Importante: não presuma que os membros da sua equipe saibam o que se espera deles, DIGA A ELES. Não deixe espaço para mal-entendidos ou contradições. Você pode inclusive criar um documento detalhado explicando exatamente o que espera dos seus funcionários e o que eles podem esperar de você.

Trate seus clientes como você gostaria que sua mãe, seu pai ou seus filhos fossem tratados: garanto que você não gostaria de ver seus pais serem servidos por um garçom incompetente com uma atitude desprezível ou mesmo que eles esperassem 15 minutos ao telefone ouvindo uma musiquinha insuportável.

Nessa mesma lógica, se você quiser que os seus funcionários tratem os seus clientes como tratam os entes queridos, você não pode deixar de tratar os seus colaboradores como trataria os seus clientes. Se os funcionários não forem tratados com respeito, tendem a não respeitar o que fazem, assim como as pessoas que não se sentem amadas têm dificuldade de amar. Se você quer que seus clientes sejam importantes, faça o que for necessário para que os seus funcionários também se sintam importantes.

Seja como uma abelha: assim como as abelhas, que voam de flor em flor levando um pouco de pólen aqui e acolá, você, gestor, deve garantir que as coisas se mantenham sempre melhorando, todos os dias. Os líderes devem se encarregar de polinizar a mente dos funcionários, oferecendo o maior número de ideias sobre como melhorar as coisas. Importante: não diga às pessoas diretamente como melhorar as coisas, em vez disso, crie o hábito de perguntar. O pessoal da linha de frente em contato direto com os clientes se sairá com ideias melhores do que as suas se você lhes der a liberdade de pensar e de se expressar sem medo. Exemplos de perguntas: “Por que vocês fazem assim?”, “Você acha que pode ter um jeito melhor?”, “Você já pensou em fazer de outro jeito?”, “Se você pudesse mudar duas coisas na maneira como atendemos os clientes, o que mudaria?”.

Saiba a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade: se você não souber a verdade sobre o que os seus clientes precisam, querem, pensam e sentem, você não tomará as decisões certas para atendê-los bem. Jamais devemos nos contentar com respostas fáceis, pois a maioria dos clientes não tem tempo para explicar o que não o agradou ou simplesmente não querem se indispor com ninguém. Nesse processo, é importante que a empresa encontre uma forma eficaz de colher as informações e reclamações dos clientes, pois se algum funcionário souber que será punido por algum procedimento que fez e que gerou a reclamação de algum cliente, ele tenderá a ocultar essa informação.

Ouça com atenção: saber ouvir requer prestar atenção não apenas ao que as pessoas dizem, como também ao que elas não dizem e ao que elas estão tentando dizer mas não conseguem articular direito. Dependendo do tipo de serviço, o seu cliente poderá ficar constrangido em relatar o problema, nesses casos, você deverá ter ainda mais sensibilidade para tentar entende-lo. Enquanto os clientes que se sentem compreendidos têm mais chances de voltar, os que não se sentem procurarão uma empresa cujos funcionários sabem ouvir melhor.

Não tenha vergonha de imitar: copiar não é trapacear, pelo menos não no mundo dos negócios. Você pode melhorar o atendimento da sua empresa absorvendo ideias como uma esponja e adaptando-as aos seus propósitos. Você pode copiar um procedimento inovador, uma política criativa ou apenas uma frase simpática para deixar os seus clientes mais à vontade. Você não precisa se restringir aos concorrentes diretos na sua busca de ideias para imitar. Os melhores procuram boas ideias fora de seus setor e as ajustam aos seus próprios fins.

Pesque onde os pescadores estão: as boas empresas se destacam identificando as necessidades não satisfeitas dos clientes e descobrindo uma maneira de satisfazê-las. . Cada vez que pensar algo como “não seria ótima se eles…” ou “se ao menos eles oferecessem…”, não deixe de anotar a ideia porque você pode muito bem transformá-la em uma inovação sem igual no atendimento. E, enquanto investiga o que os seus concorrentes estão fazendo, pergunta a si mesmo não apenas o que você poderia imitar como também o que poderia fazer de maneira radicalmente diferente, ou quem sabe alguma coisa que seja o contrario do que eles fazem. A ideia é descobrir o que os seus clientes não estão recebendo dos seus concorrentes e se encarregar de suprir essa demanda.

Lapide as palavras: “Cuidado com o que fala”, é o conselho que as mães costumam dizer aos seus filhos. Na verdade, a lição familiar advinda dessa pequena frase é que, quando utilizadas com determinados sentidos, muitas palavras podem ser agressivas ou ofensivas, e não me refiro apenas aos palavrões.

As palavras têm o poder de desanimar ou motivar. Elas podem ferir ou curar. Elas ainda podem, de forma lenta e constante, infectar a cultura de uma organização como se fosse um vírus.

Se termos degradantes, de desonra ou desencorajamento forem usados habitualmente, a moral despenca e a qualidade do atendimento também, e quem pode pagar o preço dessa equação são seus clientes, que lentamente poderão sumir.

Fique sempre à disposição: hoje em dia, com todos os nossos smartphones e dispositivos de comunicação, qualquer pessoa que diga que não quer ser contatada está transmitindo a mensagem de que NÃO QUER ser contatada. Se você acha que atender ligações dos clientes é indigno de sua posição, você provavelmente está demonstrando a atitude errada também de outras maneiras. Quando os seus colaboradores o veem trabalhando com o pessoal da linha de frente e lidando diretamente com os clientes, sempre pronto para ajudar, eles entenderão rapidamente a mensagem e imitarão a sua atitude voltada ao atendimento. É por isso que, não importa qual seja o seu cargo ou a sua posição, você nunca será importante o suficiente para se isolar.

Seja sempre aquele que dá e não aquele que recebe: se você perguntar a alguns gestores medianos o que eles consideram um bom atendimento, provavelmente começarão a discorrer sobre os serviços e as cortesias oferecidas pela empresa, como “ficar aberto 24 horas”, “fazer entrega em domicílio” ou mesmo “ter lugares exclusivos para clientes especiais”. Esses são exemplos de serviços, não de atendimento. O bom atendimento é aquele em que as pessoas dão seu tempo, sua energia e sua compaixão com pouca ou nenhuma expectativa de receber algo em troca.

Se eles pediram um cavalo, dê um carro: essa é uma analogia a antiga frase de Henry Ford, que disse: “se eu tivesse perguntado às pessoas o que elas queriam, elas teriam dito que queriam cavalos mais rápidos”. Mais recentemente, Steve Jobs foi outro protagonista dessa ideia quando afirmava que não acreditava em discussões de grupo, pois entendia que os consumidores não saberiam quais produtos queriam antes de serem inventados. No ramo do atendimento aos clientes, isso quer dizer que as pessoas devem adiantar-se às necessidades dos seus clientes para surpreendê-los e encantá-los. Um simples exemplo que vi foi um vendedor de pipoca que entregava um “kit higiene” junto com o pacote de pipoca que vendia, no qual era composto por um palito de dente e uma bala de hortelã.

Não se limite a fazer promessas, dê garantias: “não faça promessas que você não pode cumprir”, era o valioso conselho de sua mãe. Nos negócios, você precisa deixar extremamente claro quais são suas promessas, e, além disso, divulga-las tanto aos seus clientes, quanto aos seus colegas e funcionários. Uma boa garantia não da espaço para mal-entendidos. Ela é absolutamente clara e todos os funcionários são instruídos a cumpri-la prontamente e com alegria. O erro da maioria das empresas está em querer minimizar o impacto da garantia sobre a organização e maximizar o impacto de marketing.

Trate todo cliente como se fosse um cliente fiel: todos nós gostamos de receber um tratamento especial e as melhores empresas satisfazem esse desejo para cada cliente que entra pela porta.

Concentre-se no que é importante agora:. E o que é importante agora? Naturalmente, é o cliente que você está atendendo no momento, e não dobrar as camisas deixadas no provador ou falar ao telefone enquanto o cliente está esperando. Não há nada mais desanimador do que um cliente sendo ignorado, mesmo que por alguns segundos, especialmente para cuidar de algum assunto não relacionado ao trabalho. Caso você já esteja atendendo um cliente e algum outro chegar, então basta que você acene para ele para mostrar que ele foi visto. O fato é que as pessoas querem reconhecimento. Ignore-as e elas o abandonarão ou ficarão tão irritadas que será impossível agradá-las quando você finalmente lhes der atenção.

Faça do “assim que possível” o seu prazo de entrega padrão: em um mundo impaciente e acelerado, se puder ficar famoso por ser mais rápido do que os seus concorrentes, você terá uma enorme vantagem. O “assim que possível” funciona da seguinte forma, se você sabe que a sua empresa tem um prazo de entrega de 7 dias, então prometa para o seu cliente que você entregará em 10 dias. Assim, quando você for entregar nos 7 dias já previsto, o seu cliente ficará surpreso e terá sua expectativa superada. Algumas empresas, porém, com anseio de fechar logo suas vendas, gostam de prometer prazos que sabem que não irão cumprir, e quando de fato não cumprem, frustram a expectativa do cliente. É muito melhor prometer de menos e entregar a mais do que o contrário.

Saiba a diferença entre necessidade e desejos: não basta oferecer aos seus clientes o que eles precisam; você tem de lhes dar o que eles REALMENTE querem. Descobrir o que cada cliente em particular quer é tarefa difícil, porque cada pessoa prioriza seus desejos de maneira diferente. Por exemplo, quando vou cortar o cabelo, a minha vontade é entrar lá e sair o mais rápido possível, eu não gosto de ficar conversando sobre minha vida e nem quero saber da vida de ninguém, ao contrário de outras pessoas, que frequentam o barbeiro como uma fonte de relaxamento e desabafam todos os seus problemas, transformando o barbeiro em um verdadeiro psicólogo. Para cada caso, um atendimento diferenciado deverá ser planejado.

É sempre bom ter um geek na sua equipe: hoje, parece que todo dia é dia do mercado lançar alguma inovação eletrônica capaz de melhorar o atendimento ao cliente, dessa forma, é melhor você ter a bordo pessoas ligadas ao mundo high-tech, de preferência que tenham o know-how de promover por conta própria algumas inovações. Ter um geek significa ter uma pessoa interessada em tecnologia, em especial computação e novas mídias. Não importa qual o seu negócio, você precisa da tecnologia se quiser sobreviver no ambiente competitivo atual.

Seja implacável ao lidar com os detalhes: quando abriu o seu negocio ou assumiu seu cargo atual, você provavelmente prestava muita atenção aos detalhes, mantendo tudo impecável e em perfeito funcionamento. Será que ainda é assim? Se não for, você não é o único; é comum que a atenção aos detalhes se degrade com o tempo. Os detalhes têm inimigos, e esses incluem o TEMPO, o SUCESSO e a EXPERIÊNCIA. Faz parte da natureza humana começar a ignorar os pormenores quando se está muito ocupado ou quanto as coisas vão bem. À medida que as tarefas se tornam rotineiras e deixamos de dar o devido valor à nossa própria expertise, nos familiarizamos tanto com a floresta que perdemos as árvores de vista.

Seja confiável: confiabilidade hoje é uma vantagem competitiva, ponto. Seus clientes querem saber que a encomenda será entregue a tempo da mesma forma como querem saber que o carro pegará quando eles derem partida, que a pizza estará quente quando for entregue ou que o quarto de hotel estará limpo e preparado quando eles fizerem o check-in. Imagine que a lavanderia do seu bairro cobre 10% mais barato para lavar suas roupas e sempre te cumprimentam pelo nome e com um sorriso, no entanto, nunca conseguem entregar suas roupas no prazo prometido. Será que isso não bastaria para leva-lo a procurar outra lavanderia? Entenda, quando uma empresa, um produto ou um serviço que foi considerado confiável trai a nossa confiança, ficamos receosos, e é nesse exato momento que começamos a perguntar aos nossos amigos “que lavanderia você usa?”.

Não delegue responsabilidade sem dar autoridade: todo funcionário que lida com os clientes deveria saber que sua maior responsabilidade é deixa-los felizes, e, portanto, deveria receber a autoridade necessária para garantir esse resultado. Como você bem sabe, é angustiante ser informado de que você vai precisar falar com um supervisor e ser mantido uma eternidade na espera. Esse fato vem de encontro ao que muitas pesquisas sempre indicam: não é o problema em si que afasta os clientes, mas a sua resolução insatisfatória. Uma maneira de contornar esse fato é manter um banco de dados dos problemas ocorridos em sua empresa e depois treinar seus funcionários para resolvê-los. Naturalmente, essa autoridade não deve ser ilimitada, e o seu papel como gestor é definir até onde seus funcionários poderão agir.

Jamais discuta com um cliente: em uma discussão, quando um cliente vence, na verdade, é a empresa quem saiu ganhando. Alguns clientes tentarão trapacear? Com certeza. Alguns deles tentarão se aproveitar de você para conseguir alguma coisa de graça? Sem dúvida. Algumas pessoas são abomináveis e chegam com o rei na barriga? Pode apostar. Mas nada disso importa, porque negócios são negócios e lucros são lucros.

“Quando você discute com um idiota, o número de idiotas dobra”.

Se você não tiver condições de lidar com uma situação em particular sem perder a calma, afaste-se e chame o seu gerente imediatamente. Não esqueça que todo mundo tem problemas que você desconhece. O cliente berrando na sua frente pode ter tido o pior dia da vida dele e o que aconteceu na sua empresa foi a gota d’agua. Ele pode ter sido demitido, Pode ter perdido um ente querido. Ou pode ter acabado de receber um terrível diagnóstico médico. Para que dificultar ainda mais a vida dele entrando em uma discussão? Não se esqueça, parte da responsabilidade de um gestor é exibir o comportamento certo; se você não conseguir manter o controle das suas emoções ao lidar com os clientes, ou mesmo funcionários, seria hipócrita esperar isso dos outros.

Nunca diga não – exceto em “não tem problema”: ninguém gosta de ter um pedido Isso provoca todo tipo de emoções negativas. A negativa é uma destruidora de esperanças, e também indica falta de empenho da organização em querer resolver o problema. Mesmo em casos nos quais é impossível atender à solicitação do cliente, ainda é recomendável evitar a palavra “não”. Elabore a sua resposta de maneira a deixar as portas abertas e dar esperança ao cliente: “Verei o que posso fazer. Retornarei com uma resposta amanhã”. A resposta pode continuar sendo negativa, mas não deixe que essa fatídica palavra saia da sua boca. Você poderá alterar o seu discurso, dizendo :”posso lhe dar um crédito na loja, mas sinto informar que não posso restituir o seu dinheiro” ou “ficaremos contentes em providenciar o conserto do produto, mas não consegui obter a aprovação para lhe enviar um novo”.

Seja flexível: flexibilidade significa manter a mente aberta. Implica se adaptar a mudanças e se curvar um pouco para deixar um cliente feliz. Ao se deparar com uma placa dizendo “Não aceitamos devoluções, Não insista”, a mensagem que dá é que a empresa é inflexível e não está disposta a dedicar tempo e energia ouvindo as minhas reclamações. É claro que costuma ser mais fácil adotar uma política de “flexibilidade zero”. Se você for rígido, não precisa perder tanto tempo ouvindo os clientes; não precisa pensar sobre o que eles lhe dizem; não precisa tomar decisões referentes a problemas específicos e nem pensar em maneiras criativas de lidar com problemas incomuns. O fato é que a maioria dos clientes simplesmente não gosta de lidar com pessoas teimosas e intransigentes, incapazes de fazer qualquer concessão.

Peça desculpas do fundo do coração: em um relacionamento com um cliente valioso, o pedido de desculpas deve ser feito pessoalmente. Já para um relacionamento menos pessoal, um telefonema, um email, uma mensagem escrita a mão ou até uma mensagem de texto pode bastar. As vezes, poderá ser interessante oferecer uma restituição, como um vale presente, frete grátis e assim por diante, visando minimizar o prejuízo do cliente. Se você acha difícil pedir desculpar, o conselho é: engula o orgulho e supere a dificuldade.

Surpreenda-os com algo a mais: todos nós adoramos a surpresa de receber algo a mais quando menos esperamos: um prêmio extra numa caixa de cereais ou a emoção de ganhar um presente quando não era um dia especial. Essas pessoas que lhe fornecem essa surpresa extra, não estão sendo generosas, elas sabem que o custo dessas pequenas surpresas não se compara com a receita que elas recebem dos clientes fieis.É como aquele frentista que lava o seu para-brisa sem você pedir ou a padaria que deixa que você prove um bolinho.É agradável quando você ganha um presente no seu aniversário. Mas você vai gostar muito mais se ganhar um presente e não for o seu aniversário. É por isso que o chopp que você ganha sem esperar do barman é mais gostoso do que quando o bar anuncia uma promoção do tipo “tome o primeiro chopp e ganhe o segundo”.

 

Melhore sempre: o “melhor” não é um destino, é uma jornada. Nunca se chega ao melhor, ele está sempre no futuro, porque sempre existirá uma maneira ainda melhor de atender aos seus clientes.

Não se esforce demais: ser excessivamente solícito e ávido para agradar não só é irritante como também faz com que você pareça falso. Ninguém gosta de ser constantemente amolado e você perderá rapidamente os clientes se ficar no pé deles quando eles estão claramente tentando fazer compras em paz ou apreciar um jantar tranquilo com seu acompanhante


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Comentários

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