A Teoria dos Dois Fatores de Frederick Herzberg


burroResponda rápido, em sua opinião, qual é o principal fator motivacional que te faz levantar da cama às 6:00 da manhã, enfrentar um trânsito caótico e ainda por cima ter que aguentar aquele seu chefe mala?

Ou melhor, o que te faz continuar animado e produtivo no trabalho, dia após dia?

Se você pensou na palavra salário, recomendo que leia este texto até o final.

Mas primeiro, antes de explicar meu ponto de vista, é necessário entender que assim como nas demais áreas, a Administração também possui algumas teorias que são consideradas como atemporais.

Entendam como atemporais aquelas teses que, por mais que existam estudos tentando nega-las, elas ainda continuam ali, firmes e fortes.

É exatamente nesse contexto que se enquadra a Teoria dos Dois Fatores, escrita por Frederick Herzberg e publicada em 1968 na Harvard Business Review. Seu artigo “One more time: how do you motivate employees? (Mais uma vez: como você motiva os funcionários?)”,  e até hoje é discutido em salas de aula, SEMPRE gerando grandes questionamentos. E você logo entenderá o porquê.

A Teoria dos Dois Fatores

Basicamente, Herzberg explicou que há dois tipos de fatores que podem influenciar no desempenho do colaborador. O primeiro tipo de fatores são os higiênicos, que incluem a política da empresa, a qualidade da supervisão, o relacionamento com o chefe, por exemplo. São fatores puramente ambientais, que não dizem respeito à tarefa desempenhada.

Este tipo de fator, quando presente, não necessariamente aumenta o nível de satisfação do colaborador, mas se ausente, ou mesmo com qualidade ruim, com certeza o torna mais insatisfeito.

Surpreendentemente, e é exatamente em cima dessa questão que as discussões em sala de aula sempre se esquentam, o salário entrou como um fator higiênico. Ou seja, um ótimo salário não necessariamente motiva o colaborador no médio e longo prazo, mas um salário ruim, com certeza, desmotiva.

Mas há os fatores motivadores, que quando ausentes, não causam insatisfação, mas quando presentes oferecem motivos para que o colaborador faça mais e melhor aquilo que é esperado dele.

Como exemplo, enquadram-se a realização, reconhecimento, responsabilidade, avanço na carreira, etc… É importante notar que diferentemente do anterior, esses fatores estão relacionados ao trabalho de cada um.

hezberg

A principal dificuldade do trabalho do autor é tentar compreender que o oposto de satisfação não é a insatisfação, mas nenhuma satisfação. Bem como o oposto de insatisfação não é a satisfação, mas sim nenhuma insatisfação.

Essa confusão é constante, até mesmo para profissionais e estudantes mais experimentes. Entende-la é fundamental para que a essência da teoria não fique prejudicada.

Tamanha é a importância da Teoria dos Dois Fatores, que até hoje ela serve de base para demais estudos sobre motivação, como por exemplo, o brilhante livro Motivação 3.0, escrito pelo americano Daniel Pink, sucesso de vendas e uma das palestras mais vistas no TED.

Para os estudantes de Administração que ainda não viram sobre a Teoria dos Dois Fatores em sala de aula, preparem seus argumentos, porque a hora da discussão fatalmente irá chegar!


Newslatter

Comentários

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