Afinal, de quem é a pressa? – Poderia Ser Melhor #8


Poderia Ser Melhor....

Esses dias eu me deparei com a inusitada e infeliz situação de deixar cair o meu celular dentro da água, e o que é pior, a água em questão trata-se da sanitária, costumeiramente encontrada no vaso de nossos banheiros.

A fim de evitar pensamentos nebulosos sobre como isso aconteceu, explicarei a situação. Ao fechar a porta do banheiro com uma mão, e mandar mensagens de texto com a outra, o celular acabou escorregando e foi parar no fundo do vaso, literalmente falando. Sim, foi tudo culpa do vício das mensagens.

Após recorrer às técnicas de reparo cientificamente comprovadas para esse caso, como colocar o celular no meio do pote de arroz, percebi que o som externo do aparelho não estava mais funcionando.

celular-e-arroz (1)

Como eu conheço um amigo que é dono de uma loja de reparos para celular, expliquei a situação para ele via Facebook e fui pedir algumas explicações do que realmente poderia ter acontecido.

Ele me informou que provavelmente uma peça interna do celular havia se queimado, e me pediu para levar o aparelho até a loja para que ele pudesse verificar melhor.

Como eu também trabalho no horário comercial, eu não poderia leva-lo durante a semana, e falei que se me sobrasse um tempo, levaria o aparelho no sábado de manhã, horário no qual eu estou de folga.

Para finalizar a conversa, ele me disse a seguinte frase:

Ok, sem problemas, a pressa é toda sua.

Hm, espera só um minuto, como assim a pressa é toda minha?

Veja bem, não sou eu que tenho um aluguel comercial para pagar, que preciso gerar receita para pagar funcionários, que preciso de recomendações para fazer minha empresa crescer…

A não ser que ele tenha uma agenda completamente lotada de serviços, o que eu considero uma opção pouco provável, essa frase demonstra uma completa falta de preparo no que tange o assunto de atendimento ao cliente.

Dizer que a pressa é do seu cliente e não sua, significa falar que o seu tempo como prestador de serviços é valioso demais para poder lhe dar a atenção necessária.

Em minha opinião, a partir do momento em que o cliente mostrou-se interessado em sua prestação de serviço, o interesse em fechar o negócio deve ser SEMPRE da empresa.

Dessa forma, o MÍNIMO que ele deveria ter feito era ter me procurado pouco tempo depois e me perguntado se eu já tinha resolvido o problema.

Ou talvez ele me julgue como um cliente sem nenhum potencial, quem sabe.

Moral da história, após uma semana, por algum motivo que não sei identificar qual foi, o som do celular voltou a funcionar normalmente e eu economizei suados reais que serão melhor aproveitados em alguma outra coisa.


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