Cargos e Títulos não são garantias de boa influência


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Segundo o professor Vicente Falconi, um dos consultores de gestão mais respeitado do Brasil, a missão do líder é bater meta com seu time, fazendo o certo.

Soa bastante simples, não?

Mas é uma missão muito desafiadora e tem desdobramentos que é importante reforçar:

Bater meta: o líder deve ter objetivos a serem alcançados. Sem objetivos, sem metas, para que uma empresa precisa de um líder? Sua meta, portanto, é a razão de você estar empregado. E se você não é gestor, sua meta poderia ser a de ajudar o seu gestor a bater a meta dele. Afinal, em uma empresa só há dois tipos de colaboradores: os que ajudam a bater a meta e os que atrapalham a bater a meta.

Com seu time: se o líder tem no seu time dez colaboradores, mas consegue bater a meta com apenas oito, para que ele precisa dos outros dois? Ou ele não precisa de um time tão grande, ou tem que se propor uma meta mais ambiciosa. Ainda sobre esse assunto, Jack Welch, ex-CEO da GE, dizia que desenvolver seu time é uma das principais atribuições de um gestor.

Fazendo o certo: ele precisa bater a meta seguindo um processo, um método, e não de qualquer jeito. Muito menos de um jeito que não seja o jeito da empresa. Além disso, a meta tem que ser batida sem desvios de conduta. É por esse motivo que a matéria de Ética, apesar de ser menosprezada pelos acadêmicos de Administração, é tão fundamental em qualquer grade curricular.

O canal para o líder cumprir sua missão é a liderança

E a base da liderança é a influência.

Faz muito sentido a definição do general norte-americano responsável pela operação de invasão ao Iraque, Norman Schwarzkopf, de que influenciar é fazer com que as pessoas façam bem-feito e de boa-vontade aquilo que normalmente não fariam.

Influência, portanto, é base da liderança. Sem influência, não há como uma equipe bater meta.

Fiz questão dessa pequena introdução conceitual sobre liderança para trazer à tona o mito de que quanto mais alto for o cargo – diretor, vice-presidente e presidente – maior é a influência que esse profissional tem, o que está longe de ser verdade.

No futebol, por exemplo, o título de “técnico do time” não garante a liderança de alguém perante os jogadores. Há casos de times em quem realmente manda é o atacante, não o técnico (quem acompanha o futebol brasileiro irá se lembrar do caso em que o técnico Dorival Júnior foi dispensado do Santos após ter substituído o Neymar de uma partida).

Assim como há famílias nas quais quem manda não é o pai nem a mãe, é a filha mimada ou até mesmo o seu animal de estimação.

E o mesmo ocorre nas empresas: títulos de gerente, diretor ou presidente não são garantia de influência.

É possível, portanto, que haja empresas nas quais a liderança foi conferida a executivos muito bem preparados pelo mercado, mas também pode haver executivos parcialmente preparados que receberam função de liderança, mas que não exercem influência alguma sobre suas equipes.

Seria esse o seu caso?


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