Como uma espingarda de caça se relaciona com o Marketing?


bigmonotrap

Muitas vezes, a boa atividade de marketing exige não um rifle, mas uma espingarda de caça de grosso calibre.

É de conhecimento geral que, na tentativa de expandir a clientela, seja por falta de informação ou por pura teimosia, as empresas costumam utilizar métodos limitados demais para promover seus produtos e serviços. “Por que anunciar nessa publicação? Noventa por cento dos leitores não comprarão o meu produto”, isso é o que os pequenos empresários costumam me dizer.

Bem, talvez sim, mas a questão é que os outros 10% podem ser o suficiente para justificar tais despesas de marketing.

Uma empresa, por exemplo, pode expedir dez mil peças de marketing (folhetos, flyers, ímãs de geladeira, etc…) por mês, dos quais 95% serão jogados fora. Mas, se aqueles 5% produzir cinco novos clientes que irão cobrir esses custos (de dinheiro e de tempo), esse investimento mais do que compensa o que foi gasto com os outros 95%.

Com base nesse pensamento, outro equívoco ainda é cometido pelos empreendedores; o de pensar que se um meio de comunicação não produziu resultados excepcionais na primeira vez em que foi utilizado, ele nunca mais deverá ser usado.

Há 3 anos atrás, mandei imprimir e distribuir 5 mil folhetos nos sinaleiros da cidade, esses me renderam apenas 20 clientes (que, como já dito anteriormente, pagaram o custo do investimento), ou seja, não vi nenhum resultado expressivo nas vendas. É por isso que eu nunca mais investi nesse tipo de comunicação…

Eu já ouvi isso…

A questão abordada no texto de hoje é que qualquer investimento em marketing que consiga recuperar os gastos utilizados na campanha pode ser considerado um bom investimento. Visto de outra forma, o mau investimento não é aquele que não provocou um aumento de 30% nas vendas, mas sim aquele que não conseguiu gerar retorno suficiente para cobrir os recursos que foram empregados em sua elaboração e execução.  Eu sei que é difícil de aceitar, pois ela contradiz o senso comum.

A maioria das empresas, mas certamente não todas, comete esse erro. Se você tem alguma coisa que sirva para vender, promova-a no maior número possível de localidades, redes sociais, canais de distribuição, patrocínios e tipos de clientes da maneira mais lucrativa possível.

Faça os cálculos primeiro; mas, conforme os resultados desses cálculos, espalhe bastante a sua rede de marketing e se preocupe somente com os clientes que irão comprar, não com os outros.

E você, será que já sabe determinar o calibre da espingarda que lhe convém?


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