Compras coletivas – A mina de ouro


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Aproximadamente 2 meses atrás, chegou em minha cidade (interior de SP) o aguardado site de compras coletivas. Ele não pertence a nenhum dos grandes grupos de sites tão famosos pelo Brasil, mas isso não impediu de se alastrar na cidade como uma verdadeira febre, isso sem usar praticamente nenhum tipo de publicidade expressa, tudo feito em sua maioria pela propaganda boca a boca, como é costume nas cidades interioranas.

Não há como negar que o site tornou-se um sucesso imediato, na roda de amigos, não há um dia sequer que não escuto alguém falando “você já viu a promoção do site hoje?”.

E foi navegando no site administradores que tive a oportunidade de ler recentemente o artigo A febre das compras coletivas do Rodolfo Araújo. Nele, o mesmo enfoca a parte que mais sofre em todo esse consumismo, ou seja, os funcionários.

Não acostumados a atender uma demanda tão expressiva, são sobrecarregados com o trabalho extra e acabam muitas vezes por repassar o seu stress com um atendimento não tão eficiente como o de costume para o cliente.

O artigo ainda adverte para os perigos que os empresários estão sujeitos a oferecerem tal promoção, como por exemplo, “trocar um grande numero de clientes a curto prazo pela desvalorização da sua marca no longo prazo”.

O artigo me fez pesquisar um pouco mais sobre o assunto e foi assim que encontrei a matéria da revista Voce S/A sobre compras coletivas, com o título de Uma idéia milionária, a reportagem, ao contrário do artigo anterior, mostra o que ao meu ver, é o lado que mais ganha em matéria de custo benefício em toda essa história.

Estou falando dos donos dos sites.

A negociação das compras coletivas

Com um acordo fechado de 50% da receita de cada promoção para o dono do estabelecimento, e 50% para o dono do site, verdadeiras fortunas estão enriquecendo essa jovem geração de empreendedores, tanto é verdade que eles não revelam de forma alguma o faturamento anual atingido por seus sites.

E já que eles não revelam, resolvi fazer umas contas rápidas sobre o faturamento do site da minha cidade.

Lembrando que moro em uma pequena cidade do interior, com aproximadamente 200.000 habitantes, e que para os meus calculos, irei trabalhar focado apenas em minha cidade, porém, o site ainda atende mais 4 ou 5 cidades do interior.

Consultei as ultimas 7 promoções do site, o que deu a média de mais ou menos 15 dias.

Supondo que o acordo fechado seja o mesmo dos outros sites nacionais (50% – 50%) , o dono do site, apenas para intermediar as promoções, saiu abocanhando aproximados R$ 26.677,00, em 15 dias.

Supondo que o site mantenha a média de faturamento, dando uma pequena arredondada nos números, mensalmente, o dono do site totaliza uma receita de R$ 55.000,00 !!! Ou seja, todo esse valor, em apenas um mês, em UMA cidade do INTERIOR de São Paulo. Nada mal heim?

Agora, levando em conta que o Groupon, segundo a reportagem, espera atingir até o final do ano de 2011, 40 GRANDES cidades, da para imaginar o tamanho desse faturamento?

Vendo esse montante todo, a única coisa que da para pensar é…. PORQUE NÃO PENSEI NISSO ANTES ?

Abraços a todos!


Newslatter
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