Custos estratégicos e não estratégicos


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Em todas as empresas bem administradas e bem lucrativas que conheço, todos os custos são divididos em duas categorias:

Custos estratégicos:

É tudo aquilo que diretamente GERA NEGÓCIOS e faz aumentar os lucros. Exemplo: Custos de vendedores, publicidade (se estiver produzindo resultados) e Pesquisa e Desenvolvimento.

Custos não estratégicos:

São todos os outros, isto é, aqueles custos necessários ao funcionamento da empresa, mas que não geram negócios de forma direta ou clara. Todos os cursos administrativos pertencem a esta categoria: material de escritório, aluguéis, computadores, etc.

Sempre que os gerentes dessas empresas se reúnem para discutir um novo plano, um novo investimento ou como aumentar os lucros, eles classificam automaticamente todas as respectivas despesas como estratégicas ou não estratégicas.

O motivo é simples e muito sério, afinal, o papel de um bom administrador é fazer com que:

  • A firma gaste mais que os concorrentes em custos estratégicos e gaste esse dinheiro nos tempos bons e maus;
  • A firma reduza ao mínimo possível os custos não estratégicos.

Esses conceitos tão simples, aplicados com empenho e firme determinação, são mais poderosos como maximizadores de custos que o mais complexo e detalhado processo comercial que já se concebeu até hoje.

Trata-se de bom-senso, e o fato de que 9% dos empresários e gerentes não os praticam representa uma enorme oportunidade competitiva para os que fazem.

Reduzir ao mínimo possível os custos não estratégicos requer o constante questionamento de todo custo não estratégico. Exige pressupor que esses custos podem ser eliminados até que alguém prove o contrário.

Em média, as firmas ocupam duas vezes mais espaço de escritório do que precisam. Em termos de computador, possuem pelo menos três vezes mais capacidade do que precisam.

Aplicar essa inteligência e esse discernimento de modo permanente, distinguir entre as despesas estratégicas que realmente valem a pena e os custos estratégicos – é o que faz do trabalho do administrador um desafio e um prazer.

Às vezes encontra-se uma firma na qual esses desperdícios não acontecem. Mas para maximizar os lucros, para reduzir o mínimo possível os custos não estratégicos, precisamos partir desses pressupostos e desse cinismo, e deixar o ônus da prova a cargo dos que desejam justificar os custos, não dos que desejam eliminá-los.


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