Dica de ouro para Dinâmica de Grupo


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É frustrante ver o tempo passar sem ter nenhuma oportunidade de promoção. Imagine então a frustração de ter uma oportunidade e perde-la. Isso aconteceu com um jovem que conheço. Ele me contou a história, sem entender o que havia acontecido.

No setor em que ele trabalhava, foi aberta uma vaga de coordenador. Ele e mais três colegas foram os candidatos, e o processo que a empresa usou para decidir quem seria promovido foi uma dinâmica de grupo.

Em dinâmica de grupo, seja dinâmico

Os quatro candidatos participaram de uma sabatina conjunta com o diretor da área. Bastava o jovem em questão dar as respostas corretas, impressionar o diretor, e pronto: a primeira promoção da carreira dele estaria no papo.

O diretor começou a dinâmica de grupo perguntando que contribuições os quatro candidatos poderiam dar como líderes. Depois, pediu que cada um falasse sobre seus planos para o futuro da empresa.

E nosso jovem conseguiu se diferenciar dos colegas ao mencionar os rumos que ele via para a empresa nos próximos anos, levando em conta os avanços tecnológicos, a concorrência globalizada e a responsabilidade social.

Ele saiu da dinâmica com a certeza de que tinha conseguido a vaga, e ficou frustrado ao saber que não havia sido o escolhido.

O que mais o surpreendeu, porém, foi o fato de que o colega que ganhara a promoção foi o que havia dado somente repostas comuns e sem imaginação.

Por que motivo o diretor dera preferência ao menos impressionante dos quatro candidatos?

O rei Salomão e a disputa pelo bebê

Todos nós conhecemos a história do sábio rei Salomão, que tinha de decidir qual era a verdadeira mãe de um bebê disputado por duas mulheres.

Esgotados todos os argumentos, Salomão ordenou que a criança fosse cortada ao meio.

Imediatamente, uma das mulheres pediu que o filho fosse dado inteiro à outra; e Salomão, em sua sabedoria, intuiu que aquela era a mãe verdadeira.

Mas vamos imaginar que o rei Salomão fosse um gestor moderno e tivesse feito uma última pergunta: “Mulher, se eu lhe der esta criança, como você a educará?”.

A primeira mãe responderia: “Sábio rei, farei dele um ser humano inteligente e visionário, que terá grandes ideias e oferecerá grande projetos para melhorar o vosso reino”.

E a segunda responderia: “Grande rei, farei dele um soldado que saberá perecer por vossa glória no campo de batalha”.

E o gestor Salomão, pensando com praticidade, entregaria o filho à segunda mãe.

Foi o que ocorreu no caso de nosso jovem.

A dinâmica não tinha como objetivo escolher o futuro vice-presidente de planejamento da empresa, mas apenas o próximo coordenador de um setor operacional.

Por isso, venceu o candidato que, da forma mais simples, mostrou como poderia contribuir, em curtíssimo prazo, para a eficiência dos trabalhos.

Essa foi a decisão mais justa?

Talvez não, mas empresas não têm nem a grandeza nem a sabedoria do rei Salomão. Na hora de decidir, elas tendem a ser pragmáticas.

A história vale para quem for se candidatar à primeira promoção da carreira: não se preocupe, por enquanto, com a sustentabilidade da empresa no longo prazo; tenha foco no que o trabalho irá exigir de você, a partir do instante em que assumir a função.


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