E se você tivesse que fazer uma reunião de pé?


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Não, você não leu errado. A princípio esse assunto parece ser uma grande loucura, mas a medida em que você se deparar com os argumentos apresentados, talvez você se convença de que esse método pode ser perfeitamente aplicável em sua empresa.

A primeira vez que me deparei com o termo reuniões de pé foi na leitura do excelente livro Bom Chefe, Mal Chefe, escrito pelo premiadíssimo professor da Universidade de Stanford, Robert Sutton, com publicação em 2010.

Segundo o autor, a importância da reunião de pé é que ela pode ser realizada de maneira eficiente, e, portanto, com maior frequência, e para ele, a repetição é um fator fundamental para gerar bons resultados organizacionais.

A reunião de pé nos olhos da ciência

Para solidificar ainda mais a sua opinião positiva no emprego do método, o autor fez questão de relatar algumas experiências pessoais, nas quais afirma que as reuniões de pé em que participou raramente duravam muito tempo, e que talvez esse seja o principal motivo delas terem sido qualificadas como extremamente produtivas.

Porém, não satisfeito com sua experiência prática, ele resolveu partir em busca de respostas científicas para a sua inquietação. Foi então que ele começou a procurar pesquisas acadêmicas que validariam ou não o uso do método. E como diz o ditado, quem procura, acha.

Em uma delas, realizou-se um experimento que comparava decisões tomadas por 56 grupos de pessoas que ficavam de pé durante as reuniões com 56 grupos que ficam sentados. Eram reuniões rápidas, na faixa de 10 a 20 minutos, mas os pesquisadores encontraram grandes diferenças. Os grupos de pé levavam 34% menos tempo para tomar a decisão necessária, e não havia diferenças significativas na qualidade da decisão entre os grupos sentados e os de pé.

Cuidados a serem tomados em uma reunião de pé

Entretanto, é importante lembrar que o autor também adverte que as reuniões de pé não servem para todos os casos. Em reuniões mais estratégicas, por exemplo, que costumam demorar mais de 1 hora, a prática de que todos devam permanecer sentados ainda continua sendo válida.

Ou seja, o papel das reuniões de pé não é trabalhar questões estratégicas ou mesmo resolver uma questão imediata. O papel é agitar as questões do momento e identificar aqueles que precisam ser trabalhadas fora da reunião, e definir quem será responsável por isso. Além do que, com reuniões frequentes e rápidas, não pode haver desculpa de que não se teve oportunidade para se comunicar.

Aos mais céticos, o aprendizado que fica com esse texto talvez não seja nem tanto a eficácia ou não de realizar uma reunião com todos de pé, mas sim a de que os melhores líderes devem sempre procurar pequenas maneiras para usar o tempo e a energia do seu quadro de funcionários de maneiras mais eficientes e respeitosas.

Pode ser que, ao contrariar as tradições, procedimentos ou outras coisas que costumam retardar as pessoas desnecessariamente, você consiga encontrar alguma vantagem competitiva para a sua empresa.

É claro que essa é uma tarefa dificílima, pois na maioria dos casos, essas rotinas já existem há tanto tempo na empresa que as pessoas sequer notam que existem ou que fazem mais mal do que bem.

Sendo assim, a minha recomendação final é que que você observe o que você e seus funcionários fazem com novos olhos, pois se não for possível vencer o seu concorrente sendo maior, talvez você o vença sendo mais rápido.


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