Em busca do equilíbrio correto


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O CEO de uma das maiores empresas de administração de fundos do mundo contou que os mais ambiciosos alunos da graduação em administração se candidatam para trabalhar em sua empresa, motivados pela visão de salários imensos.

Mas, ele lamentou, o que estava procurando eram pessoas “que se importam com viúvas e bombeiros aposentados cujas economias de toda uma vida nós administramos” – em outros palavras, um foco empático que inclui a humanidade daqueles cujo dinheiro está em jogo.

Por outro lado, um foco obstinado em pessoas não é o bastante.

Vamos considerar um executivo que começou como operador de empilhadeira e chegou a gerente de manufatura para Ásia numa empresa multinacional. Apesar de seu cargo elevado, era conversando com os trabalhadores no chão da fábrica que ele se sentia mais à vontade.

Ele sabia que deveria estar pensando estrategicamente, mas preferia ser uma “pessoa sociável”.

Ele não tinha o equilíbrio centro entre o foco no outro e o foco externo. Não gostava daquilo. Intelectualmente, sabia que deveria se preocupar com a estratégia, mas, emocionalmente, simplesmente não conseguia se envolver.

É claro que as empresas precisam de líderes focados em obter melhores resultados. Mas esses resultados serão mais robustos no longo prazo, quando os líderes pararem de simplesmente dizer às pessoas o que elas devem fazer ou de fazer as coisas eles mesmos, e passarem a ter um outro foco: a motivação em ajudar as outras pessoas a serem bem-sucedidas.

Esses líderes se dão conta de que se uma pessoa falhou em algum ponto hoje, ela pode trabalhar para desenvolver a competência que esteja faltando, eles reservam um tempo para orientar e aconselhar, isso significa:

  • Ouvir atentamente e articular uma visão do rumo geral que energize os outros, ao mesmo tempo que esclarece quais são suas expectativas.
  • Fazer coaching com base no que a pessoa diz querer da vida, da carreira e do emprego atual.
  • Prestar atenção aos sentimentos e necessidade das pessoas, e demonstrar preocupação.
  • Dar ouvidos a conselhos e experiências; ser colaborativo e tomar decisões por consenso quando apropriado.
  • Celebrar vitórias, rir, sabendo que se divertir não é perda de tempo, mas uma maneira de construir capital emocional.

Esses estilos de liderança, usados em conjunto ou conforme for mais adequado a cada momento, ampliam a visão de um líder capaz de lançar mão dos focos interno, no outro e externo.

Quanto maior o repertório de estilos de um líder, mais energizado será o clima da organização e melhores serão seus resultados.


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