Empreendedor: 10 dicas estratégicas para você refletir


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Apesar da vasta quantidade de informação disponível na internet, abrir um novo negócio ainda continua sendo um grande desafio. Muitos empreendedores se concentram apenas na ideia e esquecem de que para manter uma empresa sustentável, é necessário encarar desafios que vão muito além disso.

Pensando em ajudar, resolvi separar algumas reflexões sobre o tema que fiz ao longo dos últimos meses. Let’s go!

Você somente será empreendedor se inovar no seu negócio

Segundo o Prof. Newton Campos, para ser empreendedor a pessoa NECESSARIAMENTE precisa ter inovado em algum momento em seu negócio. Dessa forma, não existe empreendedorismo sem existir inovação.

Em suas palavras: “O dono de uma carrocinha de cachorro quente pode ser um empresário ao oferecer seu produto no ponto de venda, mas somente será empreendedor se inovar no seu negócio, seja na maneira de fazer a salsicha, de vender o cachorro quente ou de atender seus clientes“.

O empreendedor é responsável por 55% da reputação de sua empresa

É isso mesmo, mais da metade da reputação de uma empresa depende diretamente da reputação do seu fundador. E mesmo assim ainda tem empreendedores que vivem se escondendo da sociedade, nunca aparecem nos eventos, nunca recebem estudantes em sua empresa, não está presente nas redes sociais, enfim, acho que você já percebeu que o dono tem que dar a cara a tapa…

Um fornecedor que atende você também atende a sua concorrência:

Ou seja, do mesmo jeito que eles trazem informações de outras empresas, eles provavelmente irão levar da sua. Dessa forma, procure fazer mais perguntas do que fornecer respostas e ouça atentamente quando qualquer um deles se queixar sobre os seus concorrentes.

Apesar de parecer ser algo antiético, conhecer os erros dos outros é fundamental para que você também corrija os seus próprios erros. E o melhor, essa pesquisa de mercado informal sairá de graça.

Qual é o propósito da sua empresa?

Se perguntássemos aos colaboradores de diversas empresas atuantes no mercado, ou até mesmo aos seus fundadores, qual o propósito de existência de cada uma delas, seriam bem poucos os que saberiam responder.

Esse propósito não pode ser somente o lucro. O lucro deve ser a consequência de uma missão que faça as pessoas arregaçarem as mangas e fazerem acontecer.

Tente lembrar o que o impulsionou a arriscar e empreender algo novo, que fosse do seu jeito e com a sua cara. Caso você não se lembre, pare tudo e reflita: neste momento, qual a razão de existir da sua empresa?

Se isto ficar claro para você e para todos os seus colaboradores, provavelmente nenhum concorrente o alcançará, pois falar ao coração dos consumidores gera uma forte identificação, não apenas com a marca, mas com o propósito de ser da empresa.

Será que isso também está acontecendo em minha empresa?

É isso o que um microempreendedor esperto deve pensar quando sai para comprar um produto ou serviço e é mal atendido.

Achar que certas coisas só acontecem com as empresas dos outros é ser, no mínimo, ingênuo.

Quando promover um funcionário?

Empreendedores devem se preocupar em desenvolver seus gestores.

Escolher a melhor alternativa para uma vaga de gerente é um grande desafio. Por vezes, o empreendedor tem de optar entre promover alguém e arriscar não ver resultados por sua inexperiência em liderança, ou contratar um gerente de fora e desmotivar os profissionais internos que queriam ser promovidos. É uma situação de muita dúvida e que, nos piores casos, gera um clima organizacional muito negativo.

O que se recomenda é que somente se a velocidade do crescimento da empresa ou as habilidades necessárias para que o profissional seja promovido à gerência não estiverem presentes é que se deve contratar alguém de fora.

Ao realizar uma promoção interna, além de conseguir um gerente motivado, a empresa provavelmente investirá menos recursos do que na contratação externa. Se tiver montado bem a sua escada de liderança, cada um avançará um degrau, e todos ficarão motivados.

A contratação externa poderá ser para alguém no degrau mais baixo, que deverá percorrer toda a escada para chegar lá. Essa é uma maneira poderosa de criar vínculos sólidos com a empresa, desenvolver novos líderes e assegurar que terá gerentes prontos para quando a companhia crescer.

Amigos amigos, clientes à parte:

Uma questão que é visivelmente prejudicial é o fato do empreendedor tratar um cliente como amigo.

SIM, porque um amigo espera um pouquinho mais pela compra que chegará na sua casa, e cuja entrega foi marcada para bem mais cedo.

Um amigo espera durante 15, 20 dias o empreendedor encomendar determinado produto que ele precisa, um amigo entende que aquele cheque pré-datado que ele deu na loja, e que o lojista colocou antes do dia pode ter sido uma falha grave, mas perdoável.

O amigo entende que aquele cabelo encontrado dentro de seu prato em um restaurante pode ser resolvido.

O AMIGO ENTENDE. O CLIENTE NÃO.

Os clientes, mediante todas as situações acima e muitas outras, não irão perdoar a você, empreendedor. É por isso que devemos tratar a todos como se fossem clientes. E nunca tratar os clientes como amigos.

O cliente tem de ser atendido de maneira impecável, os prazos devem ser cumpridos, as condições de pagamento devem ser priorizadas. Nada pode dar errado.

Portanto, AMIGOS AMIGOS, CLIENTES À PARTE.

Decisões difíceis, como demissões, exigem compaixão

Os melhores empreendedores transmitem empatia quando tomam e implementam decisões difíceis, como fazer demissões.

Um estudo mostrou que quando os chefes carecem de compaixão, os empregados seguem o mesmo caminho. O autor estudou cortes salariais em duas fábricas. Na fábrica cujos executivos anunciaram os cortes de maneira fria e seca (e deram explicações incompletas), a taxa de furtos subsequente foi quase o dobro, em comparação com a fábrica cujos executivos deram explicações completas e compassivas para os cortes.

Um conselho é pensar no dia em que vocês poderão estar no outro lado da mesa – então, aqui cabe a famosa regra de ouro dos relacionamentos: procure tratar as pessoas da maneira como vocês gostariam de ser tratados nessa situação.

O empreendedor é chamado de louco porque ele enxerga aquilo que ninguém mais enxerga

Quando o Yahoo! Se ofereceu para comprar o Facebook por 1 bilhão de dólares em julho de 2006, o conselho do Face achou que deveriam ao menos estudar a proposta.

Mas Mark Zuckerberg chegou à reunião do conselho diretor e anunciou: “Ok, gente, isso não passa de uma formalidade, não deve levar mais de dez minutos. Obviamente não vamos vender.” Mark viu aonde conseguiria levar a empresa, e o Yahoo! Não viu.

Uma empresa com um bom plano definido sempre será subestimada em um mundo onde as pessoas veem o futuro como aleatório.

Nunca leve a esposa (ou o marido) a churrascos com os sócios

Sabe qual é um dos problemas comuns entre os empreendedores que têm sócios? É a convivência entre as respectivas esposas. Pareço machista, mas eu não sou o problema, só o estou relatando.

Não convivo com muitas empreendedoras, mas o mesmo talvez se aplique a elas. Ou seja, quando uma esposa vai a um churrasco na casa da esposa de seu sócio e vê que ela comprou um carro importado, fez uma reforma na casa, esteve na Europa, volta para casa e diz ao marido:

“Enquanto você fala que não pode viajar, seu sócio vai para a Europa com a mulher; enquanto me diz que não podemos trocar de carro, ela compra um importado. Você trabalha até as nove, dez da noite, e o seu sócio joga poker no Automóvel Clube”.

Sabe por que isso acontece?

Porque a sociedade na empresa é igual a um casamento. O sócio sabe que o outro é o melhor vendedor e aceita que ele vá para a Europa fazer contatos. O cônjuge, não.

Portanto, nunca leve a esposa (ou o marido) a churrascos com os sócios. Isto é, caso você venha a ter um ou outro.


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