Como entrevistar candidatos a uma vaga de emprego


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Boa parte dos problemas que você poderia ter com futuros subordinados simplesmente não acontecerá se você contratar a pessoa certa.

Ou seja, saber como conduzir uma entrevista é uma habilidade que você, como chefe, precisa desenvolver.

Certamente, antes de se tornar chefe, você passou por algumas entrevistas como candidato a empregos. Sabe como é a rotina delas, como os entrevistadores se comportam e o que eles perguntam.

Essa é a parte mecânica do processo.

A parte realmente importante é: como decidir qual candidato se dará melhor no trabalho, na empresa e no relacionamento com você?

Aqui vão algumas dicas que você poderá aproveitar na hora de entrevistar seus futuros candidatos.

O melhor candidato não é o que tem mais diplomas.

Para começar, tenha em mente que se você está contratando um auxiliar administrativo e aparece um candidato com dois cursos superiores, uma pós-graduação e fluência em inglesa, você só deve contratá-lo se puder lhe oferecer perspectivas de carreira. Caso contrário, ele pedirá a conta em pouco tempo.

Ninguém investe tanto em estudos para ser auxiliar administrativo por mais de um ano.

Avalie o temperamento do candidato.

Como ele irá interagir com os futuros colegas?

Se você tem uma equipe alegre, faladora, divertida, que se abraça quando chega de manhã para trabalhar, contratar alguém que seja calado e fechado, por melhores que sejam os atributos acadêmicos e técnicos da pessoa, é condenar alguém a ser infeliz oito horas por dia.

Então quais perguntas você deverá fazer na hora de entrevistar o seu provável colaborador?

Algumas que são inevitáveis.

Por exemplo, “Qual é seu maior defeito? ”, ou “O que você espera de nossa empresa? ”.

O que importa não é tanto o que você vai perguntar, mas a maneira como o candidato irá responder. Deixando-o falar à vontade, você descobrirá se ele é confuso, enrolador ou exagerado, ou se é pé no chão, disposto a cumprir ordens e ter um bom relacionamento com os colegas.

Acredite em sua primeira impressão.

Com o andamento da entrevista, se algo lhe diz que aquela não é uma pessoa que você gostaria de ter como subordinada, mesmo sem saber exatamente o por quê, não corra o risco de contratá-la para descobrir.

Há uma coisa chamada empatia que não é cientificamente explicável, mas que todos nós sentimos. Por isso, acredite em seus instintos.

Para terminar, coloque-se à disposição para responder às perguntas que o candidato queira fazer. E seja sincero nas respostas.

Se você não tiver uma nova função para oferecer em curto prazo e muito menos a possibilidade de acenar com uma promoção, diga isso claramente. Isso já fará com que os muitos ambiciosos se revelem, pelos gestos e pelos olhares.

Se o serviço for rotineiro, fale sem rodeios.

Se o ambiente for de pressão, deixe isso bem claro.

Você não quererá ouvir depois de um mês que não falou na entrevista o que o subordinado passaria depois de ser contratado.

Só isso.

Não é física quântica, é apenas um exercício de avaliação e, principalmente, de percepção.

Após conduzir uma dúzia de entrevistas, você aprenderá a separar os candidatos que só impressionam daqueles que realmente tornarão sua vida de chefe mais fácil.


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