Fusão de empresas: qual é o foco?


fusoes_aquisicoes_interno

Quando falamos de fusão de empresas, estamos falando da união de duas ou mais empresas que se extinguem para formar uma nova sociedade. Ou seja, as empresas antigas deixam de existir, em função de formar a nova empresa já unificada. Já dá para sentir o grande risco que isso envolve, certo?

Imagine tentar unir duas ou mais culturas completamente diferentes, com princípios distintos, procedimentos únicos, e até mercados diversificados. É como um casamento em que, da noite para o dia, você deixa de existir individualmente e passa somente a existir como casal. Perde a individualidade e ponto final.

É isso que a Claro, NET e Embratel estão se propondo a fazer em uma fusão que foi anunciada em 2014 para ser concluída em 2015. Os motivos podem ser vários: aumento de receita total, redução de custos, redução de impostos, redução do custo de capital. Uma fusão dessas, inclusive, elimina a concorrência do próprio mercado, algo vantajoso para as três empresas em questão.

Fusões que não deram certo

Mas é válido lembrar que nem todas as fusões dão certo. Foi o caso do MySpace com a NewsCorp, que o adquiriu por US$ 580 milhões e, posteriormente, o vendeu por US$ 35 milhões.

O Yahoo! adquiriu o Geocities em 1999, aproveitando seu auge de popularidade na época, mas a fusão foi um total fracasso. O Geocities deixou de existir dez anos depois, em 2009.

Outra fusão que fracassou completamente foi quando a HP comprou a Palm, em 2010. Simplesmente não funcionou. A Palm já estava em baixa e seu sistema operacional já estava sendo ultrapassado pelo Android, na época.

Agora, devo dizer que a pior fusão de todos os tempos foi a compra da Time Warner pela AOL, por US$ 164 bilhões, em 2000. Os anos seguintes foram trágicos para as duas empresas, que, em 2002, como uma única empresa, registraram um prejuízo de US$ 99 bilhões. Em 2009, as empresas se separaram novamente, causando demissões em massa, saída de grandes executivos e queda no valor das ações das duas empresas, que atualmente valem uma fração do que valiam antes da fusão.

Qual é o foco?

E eu me pergunto: as empresas realmente pensam nos funcionários e nos clientes da empresa incorporada? É nisso que a Claro, NET e Embratel estão focando? Será que com tantos benefícios atraentes, como o aumento da receita e a eliminação da concorrência, os funcionários e os clientes são os mais importante?

O que nos resta é aguardar as cenas dos próximos capítulos..

Obs: Esse foi o primeiro texto colaborativo do blog, escrito pelo leitor Vinicius Silva, que gentilmente me enviou um email perguntando se eu poderia publicá-lo. Os meus agradecimentos ao Vinicius.


Newslatter
LinkedIn Auto Publish Powered By : XYZScripts.com