Humanizar Marcas: menos corporativismo e mais descontração


Certa vez, a cerca de um ano atrás para ser mais preciso, assisti pela internet uma pequena palestra do Fábio Seixas, fundador do site Camisetaria, que na ocasião falou sobre um tema que leva o título deste post.

Para quem não conhece, o site Camisetaria é um grande exemplo brasileiro de Marketing e Gestão, assim que o mesmo surgiu, causou um grande barulho no ecommerce brasileiro que estava acostumado a ver sempre as mesmas coisas.

Tal site, na época em que foi criado, revolucionou de certa forma os processos de vendas que estavam sendo praticados pelo mercado em geral.

Citado como exemplo em diversos textos e palestras, a customização de seus produtos aliada a prática do comércio social, foram apontados como os grandes fatores responsáveis para o fato do site ter ganho vários adeptos em tão pouco tempo.

A empresa, além de vender camisetas elaboradas por sua equipe de designers, ainda dava a oportunidade para os seus próprios clientes desenvolverem suas estampas e as colocarem a venda no próprio site, e, se no caso de alguma delas aparecesse como a mais votada entre as disponíveis, à pessoa que a elaborou poderia concorrer a diversos prêmios.

Voltando a palestra, naquela altura o autor estava comentando que hoje as organizações estão cuidando de suas marcas da mesma forma que faziam há décadas atrás, ou seja, da maneira mais burocrática e sistemática possível.

Hoje é extremamente comum entrar na área de “quem somos” no site de alguma empresa e encontrar um monte de blábláblá organizacional.

São missões pré-formatadas que afirmam que a empresa deseja ser referência na sua área de atuação, foto de pessoas de terno apertando as mãos e textos sonolentos, cheios de jargões empresariais que buscam a todo custo impressionar seus clientes com palavras difíceis.

Resumindo, nada que prenda a atenção do publico por mais de um minuto, porque afinal de contas, não é isso que o publico deseja ver.

Humanizar Marcas: um exemplo a seguir

Como uma possível solução para se diferenciar da concorrência, Fábio comentou que hoje as marcas precisam ser mais humanas, algo como deixar transparecer o seu lado informal, seria como mostrar para o público os bastidores que envolvem sua organização.

Ele citou como exemplo o seu próprio site, que diferente dos demais, oferece uma área exclusiva que mostra  quem são os funcionários que fazem parte de sua empresa.

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Como vocês podem notar, além da foto do quadro de funcionários em poses irreverentes, há uma pequena descrição informal feita por outro funcionário, uma mistura de bom humor com seriedade. Essa iniciativa, apesar de simples, é extremamente bem vista e nos mostra como é o ambiente descontraído de uma empresa que precisa ser criativa.

E não é só isso, o site ainda mostra uma área das pessoas que já trabalharam lá, mostrando o respeito que a empresa tem pelas pessoas que ajudaram a construir sua história.

Após ver uma atitude como essa eu sempre me pergunto, se é algo tão simples, então porque é tão difícil encontrar um site que utiliza alguma coisa parecida com esta?

Humanizar marca significa falar a linguagem que o seu público alvo está acostumado a ouvir, é revelar o lado informal da sua empresa e dos seus funcionários, é contar alguma história de algum erro que sua empresa cometeu e que depois conseguiu solucionar, é demonstrar por meio de ações que você se preocupa com a sociedade.

Concluindo, uma marca mais humana é uma marca mais divertida, e uma marca mais divertida, vende mais!

É preciso entender que, para determinados casos, quanto menos corporativismo houver, melhor será.


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