Iniciativa, ou você tem, ou você não tem


iniciativa

Pense na seguinte pergunta, mas não responda ainda.

Em sua opinião, no que se refere ao treinamento corporativo, a empresa que deve ser a responsável pelo aprimoramento do seu quadro de funcionários ou os funcionários que devem tomar a iniciativa e buscar conhecimentos por conta própria, independentemente de a empresa custear seus cursos?

Tenho a absoluta convicção de que você já ouviu algum conhecido reclamar que não se atualiza pois sua empresa não investe o que deveria em SUA formação.

Em minha opinião, essas pessoas querem transferir uma responsabilidade que deveria ser SUA para as costas da empresa. A conclusão de tudo isso é simples: se a organização não investe, ele não se aperfeiçoa. Ponto.

Mas afinal, isso tudo não se trata do SEU aprimoramento profissional?

Por que a responsabilidade então deveria cair inteiramente sobre a empresa?

Será que a falta de iniciativa é um problema cultural brasileiro?

Talvez…

Arrumar uma desculpa para fugir de nossas responsabilidade certamente é uma característica brasileira, parece que as pessoas se acostumaram a ter uma data fixa imposta pela empresa para o seu treinamento, ou seja, elas aprenderam a ficar esperando até que a empresa resolva treina-los, e se ela não resolve, o problema é somente dela, a boa intenção de esperar ele teve!

Acho que o que se passa na cabeça da grande maioria dos nossos funcionários é mais ou menos o seguinte, se o que eu vou aprender será benéfico para a empresa, nada mais justo que ela banque esse conhecimento.

Se ela não vê a necessidade de treinamento, é sinal de que estou desenvolvendo meu trabalho de forma adequada, e assim a vida segue.

Se treinamento é veiculo para o aprimoramento ou ascensão profissional do homem, será que não é o homem que tem que saber isto, decidir o que quer e conduzir o processo?

É claro que a empresa também deve fazer a sua parte e prestar todo o apoio possível, isso não se discute.

Talvez o modelo ideal seria que a empresa divulgasse que os especialistas em treinamento estão lá para apoiar, orientar e apontar recursos e esforços nesse sentido, mas que a responsabilidade e iniciativa precisam ser do funcionário.

Esses especialistas por sinal, deveriam criar treinamentos sob medidas, fugindo assim de enlatados e pacotes de treinamento, exceto é claro em condições especiais. Digo isso porque em administração é assim, o que funciona para um, pode não funcionar para outro.

A falta de aprimoramento profissional é prejudicial para ambas às partes. A empresa perde produtividade e competitividade, pois boa parte da falta de motivação dos funcionários nas empresas vem da acomodação na função.

O homem é um bicho irrequieto, e deixa-lo parado no lugar enseja a monotomia. É essencial que a empresa crie mecanismos para que ele esteja sempre aprendendo coisas novas.

Já a pessoa acomodada deve entender que a única prejudicada em toda essa situação é ela mesma, se a empresa a julga-la como não produtiva e ultrapassada, será trocada. Hoje o que não falta no mercado são pessoas para tomar o seu lugar.

Portanto, mãos a obra!


Newslatter
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