Inovação acadêmica, um novo método de ensino para as salas de aula


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Dias atrás saiu uma matéria no portal Administradores que há tempos eu já gostaria de ter comentado por aqui. Sob o título de O pop ataca as salas de aula, a reportagem ilustra de uma forma muito clara, como os exemplos midiáticos estão invadindo as salas de aula das universidades, em um processo que está sendo chamado de inovação acadêmica.

Para citar alguns exemplos, a matéria mostra como o jogo Starcraft está sendo usado para estimular os estudantes a desenvolveram habilidades como cálculos e equações, além de se acostumarem com o fator da competitividade.

Já no segundo exemplo, é demonstrado um estudo de caso que analisa a forma de comunicação do Instagram da artista pop Rihanna.

Abaixo está o paragrafo que melhor resume a matéria:

Durante muitos anos, as salas de aula mantiveram um padrão: professor, quadro e aluno. Mas a internet veio para briga-los a mudar. A informação está nas mãos do estudante, e as instituições precisam acompanhar esse ritmo. As universidades precisam formar profissionais que tenham um conhecimento diversificado, que saibam como aplicar essa cultura no cotidiano do mercado trabalho. A tendência é transformar o meio acadêmico em um lugar atrativo e que estimule a criatividade.

Inovação acadêmica, você merece.

Como eu gostaria de ter aprendido esse método de ensino nos meus tempos de faculdade!

Infelizmente, meus professores na época, optaram por seguir a velha didática que lhes foi ensinada há cerca de 50 anos atrás. Até hoje me recordo a forma com a qual eu criticava aqueles estudos de casos que nos colocavam no papel de CEO da American Airlines, General Eletric e Petrobras, não que esse método não tenha sua utilidade, é claro que é sempre bom aperfeiçoar o seu lado executivo, sua visão de longo prazo, e o seu lado sonhador, mas essa era uma realidade totalmente distante da qual nós vivíamos.

Tão mais interessante, e enriquecedor, seria, por exemplo, se a sala tivesse estudado um estudo de caso analisando as consequências e atitudes a serem tomadas pelos administradores no incêndio ocorrido na Boate Kiss, que não por acaso me fez escrever um texto sobre.

kiss

Boate Kiss – Quais as providências deveriam ser tomadas?

Poderia ser perguntado, por exemplo, quais seriam as nossas providências? Como amenizar a crise de imagem da empresa? Como se posicionar diante da imprensa? O que falar para os familiares das vitimas? O que fazer dali para frente?

Não é raro ver discussões iguais a essa em cursos como o Direito, no qual os professores fazem seus alunos simularem os papéis de delegados, advogados, promotores e juízes do caso.

Recordo-me ainda que, naquela época, o programa Aprendiz, ainda comandado por Roberto Justus, estava em pleno auge de audiência. No entanto, em nenhum momento esse trunfo foi usado em sala de aula. Imagine o quão enriquecedor seria simular alguma atividade do programa? Imagine simularmos a famosa mesa de reuniões, no qual os personagens eram torturados psicologicamente até serem demitidos?

Como conclusão, deixo mais um paragrafo retirado da reportagem:

O professor, hoje, deve ser midiático, estar em constante atualização e sempre que puder experimentar os mais variados ambientes virtuais, até porque, é neste universo que provavelmente seus alunos já estarão presentes há mais tempo.


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