Lições de atendimento de um evento científico


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Tenho um bom motivo para justificar minha ausência nesses últimos dias. Acabou de acontecer aqui na universidade onde trabalho, entre os dias 22 e 25 de outubro, o nosso Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, um evento científico que reuniu cerca de 3.100 participantes, que juntos apresentaram aproximadamente mil trabalhos!

Aparentemente até parece um número pequeno, mas só quem já trabalhou diretamente na organização e no atendimento de um evento desse porte saberá das dificuldades que enfrentamos.

Digo isso porque éramos uma equipe relativamente pequena, cerca de 15 pessoas, que trabalharam cerca de 13 horas diárias para resolver problemas que, por mais que você tente evitar, sempre aparecem.

O evento científico e suas lições sobre atendimento

Pude ver na prática a máxima de que para cada 1 pessoa que elogia o evento, há 5 pessoas que reclamam. As pessoas ainda estão mal acostumadas e insistem em querer jogar seus erros em cima dos outros, ninguém gosta de sair como errado na história não é mesmo?

E aí adivinha só para quem sobra esses erros?

Para a organização, é claro.

 

Infelizmente, às vezes temos que sair como culpados de uma história em que não tivemos culpa alguma, abaixar a cabeça nessas horas é difícil, mas a harmonia do evento deve ser maior que seu orgulho.

Nada como um dia após o outro para esquecer esses pequenos problemas, e afinal, quem nunca teve que engolir um sapo por aí?

Ainda tive tempo de assistir algumas apresentações de trabalhos feitas por alunos, relembrando meus tempos de acadêmico. Pude ver que, infelizmente, apesar do bom conteúdo apresentado, muitos deles ainda pecam bastante no quesito oratória.

Acredito que a falta de preparo seja o principal motivo para que isso aconteça, talvez esses alunos ainda não saibam, mas um trabalho mal apresentado compromete totalmente o seu conteúdo.

Me recordo que no tempo em que apresentei, ensaiei várias vezes a apresentação em frente ao espelho, foi através dos estudo sobre oratória que aprendi que não é necessário nascer com o dom da fala para conduzir boas apresentações.

Na verdade, o que você vai precisar para fazer uma boa apresentação não tem nada haver com dom, e sim com treino e dedicação.

Repito, uma boa apresentação exige treino, treino e mais treino. Parece soar como algo ridículo, mas acredite, isso faz toda a diferença na hora de encarar um público.

No final do evento científico, ainda sobrou tempo para que eu ministrasse um minicurso de Marketing. Uma experiência bem satisfatória para mim, já que desejo um dia ser professor.

Tivemos um problema sério com vários alunos que fizeram seus cadastros nos minicursos, mas que no dia não compareceram na sala para assistir, o que acabou tirando a chance de quem realmente queria aprender. Um problema difícil de ser resolvido, uma pena.

No quarto e ultimo dia do evento científico, o cansaço já estava evidente para toda a equipe administrativa. Não víamos a hora de acabar o evento para voltar ao ritmo normal de trabalho.

Creio que o resultado foi bastante satisfatório. Poucas reclamações, muito aprendizado e várias idéias para o próximo ano.


Newslatter
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