Liderança Nível 5: uma questão a ser debatida


licoes-lideranca-para-estudantes-noticiasHá exatos 15 anos atrás, chegava ao mercado um livro que se tornaria sucesso mundial na área de negócios. Em Empresas feitas para vencer, o autor Jim Collins teve como missão relatar alguns ingredientes de como determinadas empresas se tornaram em excelentes, enquanto outras realmente boas ficaram pelo caminho.

Entre os 6 fatores indicados pelo autor, o que mais ganhou notoriedade na mídia especializada sem dúvidas foi o que ele chamou de Liderança de Nível 5. Um líder nível 5, nas palavras de Collins, é alguém que “constrói excelência duradoura por meio de uma mistura de humildade e força de vontade baseada no profissionalismo”.

Ele ainda continua dizendo que a ambição dos líderes de nível 5, em primeiro lugar, está voltada única e exclusivamente para o sucesso da empresa, e não com sua própria riqueza ou renome pessoal. Eles ainda querem ver a empresa ser ainda mais bem-sucedida na próxima geração, e sentem-se à vontade com a ideia de que a maioria das pessoas nem vai saber que as raízes de todo esse sucesso remontam aos seus esforços.

Ao entrevistar os tais líderes de nível 5, Collins percebeu que eles não falavam sobre si mesmos, e que raramente encontram-se artigos disponíveis sobre os CEOS dessas empresas. Segundo o autor, eles produziam, em silêncio, uma enorme quantidade de resultados extraordinários.

Eles ainda “olham através da janela na hora de atribuir o crédito a fatores externos a si mesmos, e quando não conseguem encontrar uma pessoa ou fato específico a quem ou a que creditar o sucesso, atribuem-no à boa sorte”.

Parando para refletir sobre essas informações, e levando em conta a explosão de mídias sócias da nossa época, me surgiu uma questão: será que é realmente uma vantagem omitir os créditos pelo nosso trabalho bem executado?

Eu não sei você, mas eu acho perfeitamente normal querer expor para todo mundo os resultados do meu trabalho. Inclusive, na minha opinião, é para isso que o Facebook serve!

Não é questão de exibição barata e gratuita, e sim de querer mostrar para todos que sempre estou em busca de aprimoramento profissional. Essa atitude, além de me trazer enormes resultados em forma de indicações, ainda satisfaz o meu ego, me deixa motivado a buscar mais e mais.

Por sinal, esse fato é o centro do que tanto se discute sobre marketing pessoal por aí. É como disse Austin Kleon, autor do livro Roube como um artista: “VOCÊ É O QUE VOCÊ COMPARTILHA”.

Jim Collins tem argumentos suficientes para provar o que disse, mas eu gostaria de trazer para debate essa questão:

Você prefere que os outros reconheçam o seu trabalho espontaneamente, sem nenhum tipo de divulgação da sua parte, ou você é daqueles que não enxergam mal algum em usar as mídias sociais para esse fim?


Newslatter
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