Líderes, cuidado com as risadas!


risadas

Em sua autobiografia, o general Norman Schwarzkopf revela que simplesmente não consegue contar piadas. Ele esquece coisas. Não tem timing. Erra a frase final, etc…

Mas uma coisa engraçada aconteceu quando ele foi promovido a general. No momento em que colocou uma… estrela… no colarinho, ele aparentemente se tornou hilário. Os colegas começaram a gargalhas de suas piadas, mal contadas ou não.

A mensagem é óbvia e se aplica a todos os gerentes, não apenas aos generais.

CUIDADO com os subordinados que riem das suas piadas.

A questão é a seguinte: quando você se torna chefe, nunca mais ouve a pura verdade!

E isso vale tanto para um chefe de turno de vinte anos de idade em uma lanchonete de uma cidadezinha qualquer, quanto para um gerente sênior de nível intermediário da P&G, um dono de empresa ou um general.

A verdade nua e crua é que, se você é um gerente, você é uma figura de poder. Ponto final. O sucesso dos outros no trabalho está vinculado a seus caprichos e desejos – portanto, os outros vão naturalmente, mesmo que com relutância, querer agradá-lo e não vão se mostrar ansiosos para discordar de você nem para achar suas piadas sem graça.

Não estou sugerindo que eles mentem, só que eles, às vezes, não estão propensos a dizer toda a verdade e nada mais que a verdade. Como relatar um “pequeno” erro com um cliente.

Mas os “remédios” são claros e mais ou menos seguros, embora você precise de disciplina e CORAGEM para aplica-los.

Aviso aos líderes de plantão

Em primeiro lugar, você precisa “estar presente”. Isso significa que você deve ser visto andando pelos corredores da empresa sempre que possível. Pode não parecer, mas relatos de funcionários que afirmam que raramente avistam seus chefes, a não ser em casos de reuniões extraordinárias pelo fato de algum cliente ter ligado reclamando de um sério erro, são frequentes.

Em segundo, você precisa contornar a sua própria hierarquia. Isso significa que você deve sentar e discutir, de igual para igual, individualmente e aleatoriamente, o que os seus funcionários estão fazendo naquele momento. Pergunte como está o andamento dos seus projetos, sugestões de melhorias, etc…

Em terceiro e último lugar, é sempre bom ter um “policial bonzinho” de confiança por perto. Chame isto de espionagem se quiser, mas você não está pedindo que aquela pessoa descubra funcionários problemáticos em troca de retribuição. Em vez disso, a ideia é ter por perto alguém amistoso, capaz de farejar à sua volta e dar um feedback direto sobre a situação – e sobre você – nas questões problemáticas. Obviamente, seu nível de confiança em relação a essa pessoa deve ser estratosférico e as habilidades diplomáticas dela também devem ser excelentes.

Então, se você for chefe, relembre-se: cuidado com as risadas quando você contar uma piada!

Cuidado com os comentários favoráveis quando você usar um novo cachecol ou uma nova grava no trabalho.

Vamos em frente!


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