Marketing Pessoal e o Efeito Aura


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Caro leitor, sei que você provavelmente já está cansado de saber sobre quais são os benefícios do Marketing Pessoal (ou se ainda não sabe, corre e clique aqui para se informar).

A verdade é que, até mesmo a internet, com sua infinidade de sites que informam sobre a importância de como se vestir ou se portar em seu ambiente de trabalho e em sua vida pessoal, a grande maioria destes textos falha em dar provas mais concretas sobre o assunto.

Para preencher essa lacuna, falarei hoje sobre um termo chamado Efeito Aura, cunhado pelo psicólogo Edward Thorndike que explica a tendência das pessoas fazerem deduções sobre traços específicos com base em uma impressão geral.

Segundo o psicólogo, para a maioria das pessoas é difícil avaliar características distintas de forma separada, tendemos então a criar padrões lógicos para facilitar nossas conclusões.

Resumindo, o Efeito Aura é um jeito de a mente criar e manter um quadro lógico e sólido, para reduzir a dissonância cognitiva (conflito entre idéias ou opiniões incompatíveis) que nos afeta.

Para comprovar sua teoria, o psicólogo realizou uma pesquisa Durante a I Guerra Mundial, sobre as maneiras como os superiores tratam seus subordinados.

Num dado momento ele pediu a oficiais do exercito que classificassem seus soldados segundo uma variedade de características – inteligência, físico, liderança, caráter e assim por diante – e ficou impressionado com os resultados.

Alguns homens foram considerados “soldados superiores”  e obtiveram altas notas em praticamente tudo, enquanto outros foram considerados abaixo da média em todas as categorias.

Era como se oficiais imaginassem que um soldado de boa aparência e boa postura deveria também ser capaz de atirar direito, engraxar bem as botas e tocar gaita.

Explicando o Efeito Aura

Mas o Efeito Aura não é apenas um meio de reduzir a dissonância cognitiva. É também uma espécie de regra prática de que as pessoas se valem para fazer suposições sobre fatos difíceis de ser acessados diretamente, ou seja, tendemos a acreditar em informações que PARECEM ser coerentes e objetivas, e então julgamos outras características mais vagas ou duvidosas.

Como diz o velho ditado, “a primeira impressão é a que fica”. Por exemplo, em meio a uma sala repleta de desconhecidos, tendemos a julgar que as pessoas mais bem vestidas são também as mais bem sucedidas, e por conseqüência, as mais inteligentes.

Uma tremenda armadilha cognitiva, que também pode ser usada a seu favor, é claro.

As “auras” também afetam o mundo organizacional (*). Quando uma empresa lança um novo produto por exemplo, podemos não saber se ele de fato é bom, mas se ele procede de uma empresa conhecida, com excelente reputação, inferimos que deve ser de boa qualidade.

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Iphone 5 – Antes de ser lançado, especialistas já o estão considerando como o celular que mais terá exemplares vendidos na história.

É isso o que representa a construção de uma marca (pessoal ou comercial): criar auras para que as pessoas ou consumidores tenham maiores probabilidades de pensar favoravelmente a respeito de alguém ou ao respeito de algum produto ou serviço.

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 (*) Para mais informações sobre como o Efeito Aura age no mundo organizacional ler Derrubando Mitos, de Phil Rosenzweig.


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