Morre Samuel Klein, o fundador das Casas Bahia


 “Pobre e mercadoria nunca vão faltar no Brasil. O país é muito populoso” – Samuel Klein

Morreu nesta semana, o fundador da Casas Bahia, Samuel Klein. Ele encontrava-se internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e imagesestava com 91 anos de idade.

Esse é um dos livros que conta a sua brilhante história e que por sinal eu estou devendo o resumo há muito tempo.

De origem humilde, Klein nasceu em Lublin, na Polônia, e era o terceiro de nove irmãos filhos de um carpinteiro de família judaica. Aos 19 anos foi preso pelos nazistas e mandado com o pai para o campo de concentração de Maidanek, na Polônia.

Sua mãe e cinco irmãos mais novos foram para o campo de extermínio de Treblinka, e Samuel nunca mais os viu. Sobreviveu ao campo de concentração por ser jovem e útil para o trabalho forçado, graças ao ofício de carpinteiro herdado.

Conseguiu fugir em 1944 e, com o fim da guerra, seguiu para Munique, na Alemanha, em busca do pai. Não o encontrou, mas casou-se com uma jovem alemã, Ana, depois de cinco anos. Neste período, ganhou a vida com a venda de produtos diversos para a tropa aliada.

Brasil e o sonho 

Em 1951 decidiu aventurar-se pela América do Sul e escolheu o Brasil como seu destino final. Passou rapidamente pelo Rio de Janeiro, mas foi em São Paulo, mais precisamente do ABC Paulista, o lugar em que começou a retomar a vida e o sonho de prosperar.

Com Ana e o primogênito, Michel, de apenas um ano, Klein chegou à cidade com US$ 6 mil no bolso e logo começou a negociar uma carteira de clientes e mercadorias na região do Bom Retiro, reduto de imigrantes da capital paulista.

Em pouco tempo, ele passou a vender produtos de porta em porta na cidade de São Caetano do Sul, com a vantagem dos clientes poderem pagar suas compras em leves prestações.

A prática virou sinônimo do negócio de Klein que, sem empréstimo, e com trabalho duro, acabou criando um conglomerado bilionário, com centenas de lojas espalhadas pelo país.

Samuel fez história ao perceber que o povo nordestino que vinha até São Paulo para ganhar a vida poderia não ter dinheiro para comprar mercadorias a vista, mas tinham honra de cumprir com sua palavra, que naquela oportunidade, valia muito mais do que qualquer pedaço de papel.

Hoje é impossível não assistir um comercial da novela da Globo sem lembrar da inesquecível frase “Quer pagar quanto?”. Investir 15% do seu lucro líquido era uma norma para Klein, e assim foi até os últimos dias de sua vida.

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