Não dependa da sorte para se comunicar


CHEFE INDIO CANADENSE Cumprimentado por um Guarda da polícia montada do Canadá

Os bons comunicadores ou os bons líderes não começaram todos do mesmo lugar, mas todos dividem a habilidade de se conectar com seu público. Isso não se desenvolve por acidente. Se você quiser ser um comunicador melhor ou um líder melhor, não pode depender só da sorte, como fez o líder das diligências de pioneiros que estavam indo para as planícies do Oeste.

Quando um observador viu uma nuvem de poeira a distância se movendo em direção a eles, eles sabiam que estavam em apuros. Como era de se esperar, uma tribo de bravos nativos norte-americanos vinha em direção a eles, e o líder ordenou que as diligências formassem um círculo atrás de um monte.

Quando o líder dos colonizadores viu a figura alta do líder dos nativos contra o céu, ele decidiu encarar o chefe e tentou se comunicar com ele usando mímica, uma forma de linguagem corporal. De imediato, o chefe fugiu e partiu com seus homens.

– O que aconteceu? Perguntaram os colonizadores ao líder.

– Bem, como vocês provavelmente viram, nós não falávamos a língua um do outro, então usamos a linguagem dos sinais. Desenhei um círculo na terra com o meu dedo para mostrar que somos todos um nesta terra. Ele olhou para o círculo e desenhou uma linha por intermédio dele. Ele quis dizer, é claro, que há duas nações – a nossa e a dele. Mas apontei meu dedo para o céu para indicar que somos todos um sob Deus. Aí ele botou a mão em uma bolsa e pegou uma cebola, que me entregou. Naturalmente entendi que ela indicava múltiplas camadas de compreensão disponíveis para todo mundo. Para mostrar a ele que entendia o que ele queria dizer, comi a cebola. Então enfiei a mão no bolso do casaco e lhe ofereci um ovo para mostrar nossa boa vontade, mas, como ele era orgulho demais para aceitar meu presente, virou-se e foi embora.

Enquanto isso, os guerreiros estavam se preparando para um ataque e aguardavam a ordem de seu chefe, mas o velho guerreiro levantou sua mão e recontou sua experiência.

-Quando ficamos face a face, imediatamente sabíamos que não falávamos a mesma língua. Aquele homem desenhou um círculo na terra. Sei que ele quis dizer que estávamos cercados. Desenhei uma linha no meio do círculo dele parar mostrar que nós os cortaríamos ao meio. Então, ele levantou seu dedo para o alto querendo dizer que podia nos derrotar sozinho. Aí lhe dei uma cebola para lhe dizer que logo ele sentiria o gosto das lágrimas amargas da derrota e da morte. Mas ele me desafiou e comeu a cebola! Então ele me mostrou um ovo para me mostrar como a nossa posição era frágil. Devia haver outros por perto. Vamos embora daqui.

Moral da história: o maior problema da comunicação é a ilusão de que ela foi alcançada.


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