Não seja um caçador de erros alheios


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Em seu trabalho, há um colega que vive falando dos erros e defeitos dos demais?

Um colega que, mesmo sem ter um cargo que lhe permita agir assim, se comporta como se fosse um auditor das pequenas deficiências dos outros?

Todo setor costuma ter alguém assim.

Um, no mínimo.

Ele diz que faz isso só para colaborar, sem querer prejudicar ninguém, mas não devemos ter dúvidas quanto às reais intenções dele.

São ruins.

Ele é um caçador de erros alheios.

Como erros fazem parte da vida do profissional, o caçador tem sempre um campo fértil para explorar.

Às vezes o caçador é um diplomata disfarçado. Ele parece estar elogiando um colega, mas no meio do elogio dá um jeitinho de incluir uma referência a um erro que o colega cometeu.

E o que fica gravado depois da conversa é sempre o erro, porque é de nossa natureza dar mais atenção às exceções do que às regras.

Mas há também os caçadores de descarados, aqueles que simplesmente ignoraram os 99% de acertos e concentram suas baterias no 1% de erros.

Por que existe gente assim?

Porque há duas maneiras de alguém conseguir se destacar.

A primeira é mostrar que é bom. Já a segunda é mostrar que os outros não são.

Evidentemente, a primeira é bem mais difícil do que a segunda. Fazer um bom trabalho requer tempo, conhecimento, concentração e talento. Dizer que os outros são ruins só requer uma frase.

O caçador de erros alheios é um profissional inseguro. Ele compensa a falta de confiança para competir de igual para igual ressaltando os aspectos negativos de seus competidores.

Sabem que também está sujeito a erros, ele se previne mostrando que os outros também erram e amplificando os erros alheios para que os seus próprios erros pareçam menores.

Como muitos tipos com os quais ninguém gosta de conviver, o caçador de erros alheios faz parte da paisagem das empresas.

Mas há um jeito de neutralizá-lo.

Os profissionais bem-sucedidos com os quais eu convivi tinham a habilidade de reconhecer e anunciar seus erros, antes que alguém o fizesse, e de imediatamente dizer o que fariam para não errar novamente.

Esses profissionais nunca foram incomodados pelos caçadores de erros porque já não havia nada para caçar.

E chegaram a posições de chefia, enquanto o caçador continuava procurando novas vítimas e não saia do lugar.


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