O conto de fadas do intraempreendedorismo


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Tem certas coisas que você precisa rir para não chorar.

Tem empresário que acha que vai conseguir estimular o funcionário a ser intra-empreendedor pagando para ele um salário mínimo para trabalhar 44 horas semanais.

E tem palestrante que insiste em dizer que todos os funcionários deveriam ser intra-empreendedores mesmo se eles ganhassem metade disso, porque o importante não é pensar no presente, e sim nas possibilidades futuras.

Se bem que eu não culpo esse segundo grupo, visto que se me pagassem para conduzir algum treinamento visando melhorar a produtividade da equipe, provavelmente eu diria algo nessa linha…

Para quem não está familiarizado com o termo, ser intra-empreendedor significa pensar e agir como se fosse dono da empresa. Mas você conseguiria pensar e agir como se fosse o dono ganhando um salário que atualmente mal dá para fazer a compra do mês?

Você abriria uma empresa, assumindo todos os riscos e sacrifícios que essa atitude exige, para ganhar R$800,00 por mês?

Se ainda existisse alguma garantia de que tais iniciativas seriam recompensadas com futuras promoções de cargo ou remuneração variável, eu até entenderia, mas sabemos que isso passa longe das realidades da maioria das pequenas empresas…

É nesse momento que você começa a entender o porque dos funcionários não estarem fornecendo novas ideias, ou do porque ninguém se colocar a disposição para liderar novos projetos, ou do porque o índice de rotatividade da empresa ser astronômico, ou mesmo do porque a empresa não conseguir sair do lugar.

Ou talvez o ingênuo da história sou eu, que não vivo no mundo Disney…

Pode ser também…


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