O meu super-herói favorito precisa sangrar!


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Como todo bom fã resolveu se posicionar sobre a questão de qual super-herói irá torcer nos próximos filmes da Marvel, eu também resolvi dar a minha singela opinião.

Porém, antes de passar para vocês o nome dos meus favoritos, primeiro vamos fazer uma pequena explanação mercadológica dos fatos, afinal, esse é um espaço em que se discute assuntos sobre negócios.

Se paramos para analisar as maiores bilheterias da história do cinema envolvendo super-heróis, com exceção dos Vingadores, que pelo fato de reunir um time e não um único super-herói não poderia se enquadrar nessa pequena análise, as primeiras posições pertencem ao Homem de Ferro, Batman e Homem Aranha, sucessivamente.

Como essa questão envolve, e muito, a área de Marketing, certa vez eu resolvi pesquisar quais seriam os motivos por trás dessa grande diferença que existe entre um personagem e outro.

Importante: diferença não significa fracasso

É válido lembrar que essa lacuna não significa que um filme foi um fracasso comercial, muito pelo contrário, se pegarmos o do Thor como exemplo, veremos que a obra conseguiu arrecadar 600 milhões de dólares, no entanto, quando comparamos aos outros de maior expressão, como o Homem de Ferro 3, essa quantia representa apenas metade do montante.

Voltando a minha pesquisa, não demorou muito para que eu encontrasse uma opinião que eu julguei ser bem coerente para elucidar o assunto.

Escrita por um americano viciado em quadrinhos, o presente texto, que infelizmente não consegui me recordar do seu título, dizia que uma das principais razões que faz com que certos super-heróis ganhem uma preferência maior do público do cinema é o fato destes conseguirem criar grande empatia com seus telespectadores.

Mas o que ele quis dizer com criar empatia?

Deixando o fanatismo se lado, se formos parar para pensar, veremos que o Batman e o Homem de Ferro são um dos poucos personagens que conseguem combater o crime de forma eficaz utilizando-se de variáveis que, apesar de não serem de fácil alcance e combinação para 99% da população, ainda sim poderiam ser atingíveis para 1% de privilegiados, como inteligência, iniciativa, influência, disciplina e dinheiro.

Diferente de alguns, que obtiveram seus poderes por efeitos de radiação, experimentos químicos ou alguma espécie de vida alienígena, ambos são humanos, possuem suas limitações, defeitos, sangram, e consequentemente, e principalmente, são mortais.

Ou seja, o fato do Super Homem voar, erguer aviões com uma única mão, mover montanhas, enxergar entre as paredes e soltar raio lazer com os olhos, faz com que o público não consiga criar identificação com esse personagem.

E é justamente essa falta de empatia, segundo o autor do texto, o principal motivo por trás da grande rejeição dos amantes do cinema por esse tipo de super-herói.

O equilíbrio entre ficção e realidade

Veja, apesar de ser MUITO difícil alguém conseguir criar uma armadura superpotente ou um carro que anda sobre as paredes, convenhamos, esses tipos de invenções são plenamente possíveis de se tornarem realidade, se não agora, com certeza em um futuro não tão distante.

Já voar até o espaço sideral de forma tranquila e sem usar nenhum tipo de equipamento especial, não.

O autor conclui seu texto dizendo que apesar de se tratar de obras de ficção, ainda sim elas precisariam conter alguma dose de realidade em seu enredo.

Enfim, esse tipo de trama pode até servir para agradar boa parte das crianças e adolescentes, mas no caso dos adultos, o principal público consumidor desse produto, nem tanto…

Para você ver como esse assunto se estende para outras áreas, uma vez eu assisti um documentário que contava a história do desenho do Coyote e Papa Léguas. Se lembra deles?


coyote

Pois bem, segundo o próprio cartunista responsável pela criação do anime, a empatia com as limitações dos personagens foi fator fundamental para que o desenho alcançasse bons resultados na televisão.

Era esse motivo, por exemplo, que fazia o Coyote aparecer todo cheio de hematomas e ataduras momentos após cair de um penhasco depois de fracassar em mais uma de suas armadilhas para capturar o Papa Léguas. Mesmo que essa limitação física durasse por poucos segundos, a equipe dizia que ela precisava existir.

Bem, dadas as devidas explicações, acho que agora ficou bem claro para quem eu irei torcer nos próximos filmes da Marvel.

Sou Homem de Ferro e Batman desde criancinha!


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