Pena de morte: a polêmica sempre irá existir


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Cá estou eu mais uma vez arriscando uma opinião em um assunto bem polêmico, a execução do brasileiro Marco Archer, preso por tráfico de drogas na Indonésia. Honestamente, estou impressionado com a hipocrisia demonstrada por algumas pessoas, principalmente pelos representantes da nossa classe política.

Basta que um assunto dessa magnitude entre em debate para que as mesmas figurinhas carimbadas de sempre se aproveitem da ocasião para gravar seus videozinhos defendendo o lado bom da história. Quer dizer que é um absurdo, um atraso de vida, um país querer aplicar as leis que eles julgam ser necessárias para combater o crime, mas praticar atos de corrupção com o próprio povo que os elegeu está tudo certo?

Primeiramente, como o governo indonésio comunicou em nota, é preciso respeitar às leis de um país. Assim como soa estranho para nós executar pessoas pelo fato delas cometerem crimes graves, para outros soa estranho deixar em liberdade pessoas que cometeram crimes de corrupção ativa.

Eu sou da seguinte opinião: quem somos nós para julgar a cultura dos outros? Quem somos nós para opinar se é certo ou errado o Indiano adotar a vaca como um animal sagrado?  Quem somos nós para dizer que comer escorpião assado no espetinho, como os Chineses fazem, é algo estranho?

Se lá foi decidido que quem cometer esse tipo de crime deverá ser punido com a própria vida, deve-se respeitar tal decisão. É claro que a lei pode ser extinta, como diversos outros países já fizeram, mas enquanto estiver em vigor, deverá ser cumprida. Ponto final.

Outro detalhe importante foi citado no excelente texto do Ricardo Jordão, crimes graves como esse jamais irão acabar enquanto não identificarmos e atacarmos suas CAUSAS, seus sintomas. Matar uma pessoa é apenas remediar a dor, isso não irá curar a doença. Como analogia, é como se você tentasse tratar sua dor de dente a base de analgésicos, a dor será aliviada momentaneamente, mas voltará a acontecer no dia seguinte.

Assim como ele, eu também acredito que uma pessoa com uma boa base familiar, com pais presentes na educação dos seus filhos, somada com um bom círculo de amigos, que partilham dos mesmos ideais que você, dificilmente cometerá atitudes criminosas.

Entretanto, o melhor texto eu deixei para o final. Escrito pelo repórter Renan Antunes, o perfil de Marco Archer foi narrado de maneira esplêndida. Nele, é possível perceber as várias regalias que o “Curumim” teve durante sua vida de traficante. Mulheres bonitas, carros importados e baladas caras, tudo custeado pelo dinheiro do tráfico, que ao que tudo indica, ainda irá se transformar em um filme, dá para imaginar?

O fato é que todos nós temos o direito do livre arbítrio, de tomar as decisões que julgamos ser as melhores para nossas vidas. Marco fez isso com a dele, mesmo sabendo das consequências, como afirmou em entrevista.

Pedir clemência para uma pessoa que passou a vida esnobando leis e autoridades não passa de uma insanidade. Uma punição merecida que servirá de exemplo para outras pessoas que pensam em entrar na vida do crime.


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