Por que algumas pedras são pedras e outras podem ser diamantes?


Round brilliant polished diamonds.

Certamente há características que tornam o diamante valioso, mas seu preço nem de longe é o que eles realmente valem. Há várias pedras que são bem mais raras do que diamantes.

Então por que um diamante é um diamante e qualquer outra pedra é só uma pedra?

Porque alguém decidiu que era assim que funcionava.

Um diamante é simplesmente uma pedra a qual nós, coletivamente, designamos o maior valor. É por isso que enquanto outras pedras são esquecidas dentro de alguma caixa em sua gaveta, o diamante é cuidadosamente monitorado, fazendo que ele valha um monte de dinheiro.

A analogia que eu quero fazer com esse texto é a seguinte, você pode decidir o que em sua vida será um diamante e o que será pedra.

Você pode tomar esta decisão. Você pode atribuir valor às coisas na sua vida, e o valor que você lhes atribuir vai mudar radicalmente o modo como você interage com elas.

Cientistas chamam isso de atribuição de valor. O valor que damos às coisas é uma força muito, muito poderosa. De cerca maneira, orienta nossa percepção do planeta todo. Esse fato foi comprovado em uma conhecida história sobre um violinista e um metrô.

Uma manhã, no meio da hora do rush, eles colocaram Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, numa plataforma de metrô, vestido com roupas casuais. Em suas mãos habilidosas, colocaram um violino de 3,4 milhões de dólares, criado por Antonio Stradivari em 1713.

Então ele começou a tocar as peças mais impressionantes e complicadas da música. Você imagina quantas pessoas pararam em seu trajeto para observar um concerto que normalmente custaria centenas de dólares em uma casa famosa?

A resposta é sete.

Mais de mil pessoas passaram por Bell enquanto ele tocava, e apenas sete pararam para ouvir.

Apenas sete pessoas pararam por um minuto para dar ao momento a seriedade que ele certamente merecia. As outras mil pessoas que passaram reto? Como Ori e Rom Brafman, autores do livro A força do Absurdo sugerem, elas já tinham atribuído valor ao artista de metrô. O som da bela música flutuando pelo ar não conseguiu mudar isso. O design do multimilionário violino não conseguiu mudar isso. A velocidade e a inegável habilidade nas mãos violinistas também não conseguiram quebrar isso.

Enquanto passavam por Bell, escreveram eles, a maior parte dos passageiros sequer olhou em sua direção. Em vez de ouvirem um concerto extraordinário, ouviram música de rua. Eles tinham decidido que o metro está cheio de pedras, e que a aparição de um dos maiores diamantes do mundo ia mudar isso.

É difícil admitir, mas nós particularmente não gostamos das implicações que a atribuição de valor exerce em nossas vidas. É legal dizer “meus filhos são minha prioridade, minha esposa é minha prioridade”, mas às vezes você será pego tratando-as como pedras.

E como você irá saber isso? Simplesmente analise se você está concedendo a elas a sua moeda mais valiosa: tempo.

Esse é o objetivo de todo nosso tempo. Nós precisamos e, mais importante, podemos decidir o que chamaremos de diamantes e o que chamaremos de pedra. Esta decisão, e nossa habilidade de constantemente voltarmos a ela para ter a certeza de que estamos sendo fieis, tem o poder de mudar a maneira como você vê o mundo inteiro.

Mas não vamos complicar isso. É bem fácil achar seus diamantes. Eles estão escondidos debaixo do seu nariz, em sua agenda. Na verdade, tempo é a única indicação honesta do que importa para nós.

Intenções são ambiciosas contadoras de mentiras. Se você perguntar onde estão seus diamantes agora, elas dirão o que você quer ouvir. Em vez disso, faremos uma rápida pesquisa em sua agenda.

Nas ultimas vinte e quatro horas, você passou seu tempo fazendo o quê? Na última semana, o que recebeu o maior deposito de seu tempo? Trabalho, provavelmente, mas quanto ele realmente recebeu? E para onde foi o resto de sua semana?

Para responder a essas perguntas você precisa consultar sua agenda. Você poderá perceber que está passando de cinquenta e sessenta horas por semana trabalhando, enquanto que sua esposa ou filhos podem estar recebendo fatias finas do seu tempo – algo próximo de um decimo daquele volume.

Sem consultar sua agenda, você sempre ficará míope baseando-se em suas intenções que lhe dirão que “você é um marido tão bom” ou “você é um pai tão bom!”.

A questão é que você deve fugir dessa ilusão de tratar suas prioridades como pedras enquanto finge que as trata como diamante.

Quer encontrar as pedras e diamantes em sua vida? Olhe em sua agenda. Não gostou do que encontrou? Foque. A agenda é sua. É sua funcionária. Você não se reporta a ela; ela se reporta a você. Edite para que diamantes continuem sendo diamantes.


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