Por que na Administração tudo “depende” ?


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. Quando você está cursando a faculdade, você fica desconfiado quando os professores te ensinam essa lição, o aluno, que ainda não está acostumado com a complexidade do assunto, só consegue compreender esse fato bem lá na frente, quando muitas das disciplinas já foram ensinadas.

Segue um exemplo:

“Quando fui promovido a gerente de usina, disse um executivo da Alcoa” (Aluminum Company of America) uma gigantesca corporação do qual seu fundador havia sido o responsável por inventar o processo de fundição do alumínio séculos antes, e desde então, a empresa se tornara uma das maiores do planeta, “no primeiro dia em que entrei no estacionamento, vi todas essas vagas perto das portas da frente, com nomes de cargos escritos nelas. O chefe disso e daquilo. As pessoas importantes ficavam com as melhores vagas”.

“A primeira coisa que fiz foi mandar um gerente de manutenção apagar todos os cargos. Queria que quem chegasse ao trabalho mais cedo pegasse a melhor vaga. Todo mundo entendeu a mensagem: cada pessoa importa. Isso entusiasmou a usina inteira. Em pouco tempo, todos estavam chegando ao trabalho mais cedo”.

Será que esse executivo agiu corretamente?

A resposta é: depende! 

Depende dos valores que essa organização adotou para ser o centro da sua cultura organização.

Em uma organização que valoriza a competição, e por consequência a premiação que ela proporciona, como é o caso da AMBEV, reconhecida por sua agressividade comercial que é ensinada para os seus trainees desde o seu primeiro ano de empresa, seria uma péssima decisão.

Segue um outro exemplo:

A Quill Corporation, especializada em suprimentos para escritório, usou um modelo de competição interna chamada “O Quillionário”, na qual três equipes de oito pessoas competiam entre si a cada mês com o objetivo de buscar soluções para os desafios propostos pela empresa. Ao final de cada mês, cada equipe apresentava o seu árduo trabalho para uma banca de jurados composta por executivos da empresa. Somente a equipe vencedora tinha como prêmio um jantar com o CEO em um restaurante de sua escolha, para os demais, servia o consolo de participação do desafio.

E esse método, será que seria útil para sua empresa?

Aposto que agora você já sabe a resposta. Acertou quem mais uma vez disse depende!

Nesse caso, o incentivo pela competição poderia destruir uma empresa que preza por uma cultura colaborativa. Panelinhas poderiam ser formadas, um departamento poderia se recusar a ajudar o outro visando o prêmio final, prejudicando assim a comunicação e a cooperação entre os funcionários. Um grupo poderia sair vencedor, mas a empresa como um todo perderia.

Essa é uma importante lição para os calouros de Administração, que assim como eu já fiz, costumam errar uma quantidade razoável de questões em provas por não levarem em conta essa análise holística da situação.

Só para relembrar, expliquei melhor esse assunto no post  A verdadeira importância dos valores dentro de uma cultura organizacional.


Newslatter

Comentários

  1. Andre Vargas diz:

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