Por que você deve ser uma pessoa multidimensional


multidimensional

Muito me espanta esse pessoal que se julga acima das outras pessoas e que, por pensarem assim, acreditam que não precisam de mais amizades em sua vida.

Esses “seres superiores” estão acostumados a bajulação e acreditam que uma amizade “estranha” pouco tem a acrescentar no seu já limitadíssimo ciclo de influências. Que pensamento medieval, que pobreza de espirito!

Eu particularmente acredito muito no conceito pregado pelo mestre da Administração Peter Drucker, que diz que uma pessoa deve procurar ser sempre Multidimensional.

Ser Multidimensional significa ser uma pessoa que gosta de estar presente em diversos ambientes, significa ir além do seu já conhecido ciclo de amizades a fim de aceitar diferentes opiniões sobre novos assuntos.

O que significa ser multidimensional

Ser Multidimensional significa frequentar um clube para praticar algum esporte ou um mesmo clube temático que se reúne semanalmente para discutir práticas sobre determinado assunto (como um clube do livro), significa frequentar alguma igreja ou fazer parte de algum projeto solidário, significa estar aberto para conhecer novas pessoas em viagens ou em cursos de curta ou longa duração, como um MBA.

E por falar em MBA, quando me pergunta se realmente vale a pena fazer um, não penso duas vezes antes de dar a mesma resposta: vale a pena pelas pessoas que você irá conhecer, porque se for levar em conta o conhecimento adquirido, pouca coisa do que irão te mostrar por lá você não poderá aprender sozinho lendo livros.

Sendo assim, as minhas dicas para quem deseja fazer um MBA são as seguintes:

  • Não fique preocupado se caso você precisar ficar alguns minutos a mais no bar tomando aquela cervejinha;
  • Tente não ficar preso no mesmo grupo do início ao fim do curso, compartilhe opiniões e some amizades.
  • Não perca aqueles momentos de interação, também conhecido como churrascos, que o curso te proporciona;

É claro que tudo isso na maior moderação possível, o que não vale é abusar e deixar o conteúdo em segundo plano.

Certa vez li um texto do qual o autor contou sua experiência de estar fazendo um pequeno intercambio nos Estados Unidos. Espantado, ele dizia que hoje as pessoas estavam passando 90% do seu tempo livre mexendo em seus celulares ou tabletes, muito diferente de poucos anos atrás, quando esse mesmo autor conta que a real intenção das pessoas ao fazer uma viagem internacional era procurar alguém para trocar experiências e conhecer novas culturas.

Já recentemente, um autor americano chamado Steven Johnson, lançou um curioso livro chamado “De onde vem as boas ideias”, onde o mesmo chega a conclusão de que o principal fator responsável para o amadurecimento de uma grande ideia é a interação entre as pessoas.

Para o autor, quando uma pessoa tem metade de uma ideia, e outra pessoa tem outra metade de outra ideia, se as duas estiverem no ambiente certo, esses pequenos pensamentos se transformam em alguma coisa maior do que a soma das partes.

São pequenas ideias, que se somam com outras pequenas ideias e que juntas se transformam em uma grande inovação.

 [Resumo em Vídeo] Steven Johnson – De onde vem as boas ideias

A intenção desse texto é mostrar ao leitor que, no final das contas, boa parte do seu aprendizado profissional se resumirá em duas pequenas coisas, os livros que você lê e as pessoas que você conhece.


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