Quando a ficção começa a virar realidade…


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Quem aqui já ficou doente em 2015? Eu já, e duas vezes!

Quem me tem no Facebook (clique aqui para me adicionar) pôde acompanhar que semana passada eu fiquei extremamente ruim, algo que, ainda bem, é bem difícil de acontecer. Não comecei o ano do jeito que queria, primeiro peguei uma gripe, e logo em seguida, uma infecção violenta na garganta.

Já que eu estava impossibilitado de sair para tomar uma cerveja e confraternizar com os amigos, o jeito foi ficar em casa e passar o tempo lendo e vendo filmes.

Dentre os que assisti, 5 no total, gostaria de destacar o excelente 2019 – O ano da extinção. Um filme que, apesar de ter alguns atores famosos no elenco, como Ethan Hawke, e uma produção digna, infelizmente não ficou famoso, o que é uma pena. A trama se passa em um cenário futurístico (daí o nome, óbvio né?). Segue a sinopse:

Um misterioso Vírus se espalhou pela Terra, transformando quase toda a população em vampiros. Agora, as grandes cidades ganham vida quando o sol se pôe e o sangue humano é o principal alimento da população. Enquanto os poucos humanos que ainda restaram são caçados e aprisionados numa espécie de fonte de alimento, toda a esperança está nas mãos do cientista Edward Dalton, um vampiro que não quer se entregar a escuridão e luta para manter o lado humano que ainda existe dentro dele. Ed terá que enfrentar sua própria espécie em uma batalha mortal que irá decidir o futuro da raça humana.

E por que eu estou escrevendo isso aqui?

Sem querer fazer Spoiler, a grande questão do filme que eu quero abordar com esse texto é o fato de que quando as pessoas começam a minguar, e consequentemente o sangue no mundo começa a acabar, os problemas inevitavelmente começam a acontecer. Desordem generalizada em locais públicos, aumento expressivo de assaltos em residências, assassinatos, etc..

Vocês podem me achar meio maluco, mas a analogia com o nosso provável futuro, se as coisas continuarem do jeito que estão, é inevitável. Basta trocar o sangue retratado no filme pelo nosso principal recurso natural, a água.

Algumas atitudes que acontecem nesse cenário fictício, por exemplo, já são possíveis de serem vistas hoje:

O governo tentando impor decretos para resolver o problema;

A população, principalmente a mais humilde, sofrendo na pele as consequências do uso indiscriminado de um recurso fundamental para a nossa sobrevivência;

Cientistas desesperados tentando achar uma alternativa para a população;

Um rico empresário tentando descobrir de que forma poderá lucrar com tudo isso.

Enfim, acho que já deu para entender o que estou querendo dizer…

Agradeço todo o tempo pelo problema da falta de água ainda não ter assombrado minha cidade, mas eu fico extremamente comovido com a população que está sentindo isso. Cada reportagem que leio, sinceramente, é um aperto no coração.

Dizem que certas coisas você só conseguirá entender se passar por ela. Se isso for verdade, espero nunca precisar entender sobre o problema da falta de água.


Newslatter
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