[Resenha] Nunca Deixe de Tentar


nunca-deixa-de-tentarQuem poderia imaginar que eu fosse acabar postando algo sobre um livrinho chamado Nunca Deixe de Tentar, escrito por Michael Jordan e adaptado pelo técnico Bernardinho que eu acabei comprando só pra completar o número de livros mínimos para poder ganhar o cupom de desconto do Submarino!

Quem poderia esperar alguma coisa de um livro de 80 páginas com um título de Auto Ajuda?

Mas cá estou eu, mordendo a língua mais uma vez! O livro apesar de curto é muito bom, com assuntos bem divididos e que apesar da simplicidade com que foi escrito, tem algumas boas lições a serem apreendidas.

Escolhi o tema Trabalho em Equipe para resenhar, vamos lá…

Nunca deixe de tentar

Parece que nossa sociedade tem uma tendência a glamorizar o aspecto individual do sucesso, sem levar em consideração o processo como um todo.

Por que será que todos nós temos a tendência de valorizar o sucesso individual das pessoas?

Pegue como exemplo o nosso querido futebol:

No mundo do futebol temos os atacantes, responsáveis pelas jogadas bonitas e pelos gols, mas também temos os goleiros e os zagueiros, responsáveis por evitar que o time sofra esses gols.

Sem eles para garantir o sucesso defensivo, os atacantes não teriam a tranqüilidade para fazer suas jogadas, tão pouco adiantaria seu time fazer 2 gols e levar 3.

Mas, apesar disso, esses goleiros e zagueiros ganham muito pouco (falo de dinheiro e de reconhecimento) em comparação aos milhões que os atacantes faturam.

Para Jordan, isso acontece porque “existe uma tendência a não considerar todas as partes que fazem com que o conjunto funcione”. E daí que o time não levou nenhum gol? Meu time só ganhou porque o atacante fez o gol, se a defesa não levou nenhum não fez mais que sua obrigação.

E nas empresas, como funciona?

Não quero generalizar, mas eu já vi nas empresas e na sala de aula, pessoas individualistas que quando o grupo não consegue alcançar suas metas essa pessoa toda orgulhosa diz “pelo menos a minha parte eu sei que fiz, se o grupo não alcançou a meta, a culpa não foi minha”.

Será que só eu já ouvi isso?

Na verdade o que a maioria das pessoas buscam, e eu também me incluo nelas, é nos livrar dos nossos próprios problemas, o importante é tirar essa culpa das nossas costas para assim nos sentirmos mais aliviados. Como diz Max Gehringer, problemas não são resolvidos, eles apenas são repassados para uma outra pessoa.

O grupo? O time? Esse fica pra depois, o importante é cada um ter a consciência de que cumpriu o seu papel, não é mesmo?

Jordan finaliza esse assunto de uma forma muito consciente dizendo:

Prefiro contar com cinco jogadores menos talentosos porém mais dispostos a fazer as coisas juntos do que com cinco que se consideram astros e não se mostram dispostos a se sacrificar em prol do conjunto”.

Um grupo não vive só de astros, sempre é preciso ter alguém para “carregar o piano”. Se no basquete são necessárias 10 mãos para se fazer uma cesta, nas empresas também são necessárias várias mãos para realizar um serviço.


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