[Resenha] Poder S.A: histórias possíveis do mundo corporativo


Leitura de aeroporto, essas são as minhas únicas palavras para capa-poder-s-aresumir a obra Poder S.A: histórias possíveis do mundo corporativo, escrito pelo jornalista e ex-executivo de marketing brasileiro Beto Ribeiro.

Não há como negar que o autor deve possuir uma grande influência dentre os profissionais de imprensa, visto a enorme cobertura que o livro recebeu quando foi lançado. Diversas entrevistas foram concedidas, bem como distintas frases estão estampas na contracapa, que por sinal, algumas delas não apresentam identificação.

O livro é até divertidinho, mas não passa disso. Talvez por não me identificar com as histórias, afinal, eu não tenho a vivência de trabalhar em grandes centros corporativos, acabei não absorvendo nenhuma informação relevante na obra, a não ser o puro e simples entretenimento (vale a crítica porque o livro foi enquadrado na categoria Literatura de Administração, o que, de fato, não é).

O enredo se passa em um luxuoso edifício fictício de nome “SP Centrale Downtown Financial Center”, nome satirizado devido à necessidade das grandes empresas em ostentar status. Cada andar do prédio, incluindo o térreo, conta a história de uma empresa, e cada história tem os seus próprios personagens específicos, cheios de detalhes, ahh os detalhes, mais para frente eu falo um pouco mais sobre eles.

Pelo que deu a entender, o próprio autor do livro também é personagem de uma delas, mas não tenho como afirmar, visto que todos os nomes e cenários do livro foram alterados para preservar a identificação dos personagens reais.

O jogo de poder, a inveja, as intrigas, a ganância pelo dinheiro, tudo é devidamente documentado e repassado através da Rádio Peão, que segundo o autor, é o local perfeito para começar ou complementar a notícia do dia. É na Rádio Peão que tudo acontece, até o que não aconteceu, acontece.

O ponto forte da obra fica na questão da diversidade de perfis de chefes que foi abordada. Tem de tudo: desde aquele chefe que não é respeitado por ninguém, nem por seus próprios funcionários, passando por aquele que gostaria de ser invejado por todos, mas não consegue ser invejado nem pela própria mulher, até chegar no executivo exemplar, aquele que mais apresenta resultados para a empresa, porém, é o mais cruel de todos.

Já o ponto fraco se resume a todo o resto, as histórias apresentadas são muito forçadas e/ou inventadas, como em um roteiro de novela. Não tem como o leitor conseguir identificar o que de fato é real e o que é ficção, sempre fica aquela dúvida.

Esse fato fica evidente quando o autor exagera, a meu ver sem necessidade, nos detalhes dos personagens e cenários. Mas isso é uma particularidade minha, eu prefiro livros objetivos, como toda obra de administração costuma ser.

E por falar em ponto fraco, esse foi um dos poucos livros dos quais eu quase não me dei o trabalho de anotar nada, até porque, quase não tem o que anotar.

Por fim, para quem quer se distrair em meio a uma viagem, vale a pena comprar. Como eu não gosto muito de livro com estilo de entretenimento, terminei de ler as 150 páginas em único dia, e ainda me sobrou tempo para escrever a resenha.

A meu ver, a obra é recomendada para aquelas pessoas que de fato possuem a experiência de trabalhar em grandes centros corporativos, ou mesmo para aquelas que estão procurando leituras mais leves e relaxantes. Vale citar que o preço do livro é bem conta, abaixo de R$10,00…


Newslatter
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