[Resenha] Quebre as regras e reinvente: qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?


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Em um mundo repleto de mudanças, o que realmente importa é a sua capacidade de criar e aprender com elas, pare de esperar por um mapa com o caminho a seguir e comece a traçar o seu. Essa é a proposta de Seth Godin, um dos maiores consultores de marketing do mundo, em seu livro Quebre as regras e reinvente: qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez?

O livro aborda basicamente sobre a importância da iniciativa em nossa atual economia. Para o autor, muito pior do que fracassar é não tentar. Status quo e zona de conforto são palavras extremamente proibidas. Em resumo, ele nos diz que para se ter sucesso em mundo dinâmico como o nosso, o profissional precisa antes de tudo ter iniciativa.

Passado os principais insights, vamos ao resumo.

Qual é o valor de uma pessoa com iniciativa nos dias de hoje?

Quando digo iniciativa, não estou me referindo àquela pessoa cheia de ideias, mas que nunca as executa. Pessoa de iniciativa é aquela que não espera instruções, ordens, ou listas do que fazer. Ela não “recebe” a iniciativa, ela a toma.

Ela se torna alguém que começa algo, alguém que inicia e que está preparado para falhar no meio do caminho, caso isso possa ajudar a fazer a diferença. Não adianta ter uma ideia, pessoas para trabalhar nela, um lugar para construí-la, dinheiro e Marketing. Se ninguém disser “vai”, o projeto perecerá. Se ninguém insistir, estimular, criar, persuadir e lançar, não haverá nada: tudo desperdiçado.

Você não precisa ser um Steve Jobs para ser um iniciador. As pessoas chegaram à conclusão equivocada de que, se não quiserem começar algo individual, que possa mudar o mundo ou ser arriscado, não devem começar coisa alguma. Qualquer um pode ser um iniciador.

E porque nós evitamos a iniciativa?

É porque associamos a iniciativa ao risco de fracassar, e querendo ou não, todos nós fomos treinados para evitar o fracasso. É por que tantas pessoas vivem a esperar. A maioria das pessoas afasta-se de desafios. Elas sofreram demais, têm medo demais, seguram-se e ficam felizes em passar a batata quente para outra pessoa.

Evitar o risco funciona antes, mas não funciona agora.

“Isso vai acabar em choro”

É o que todos nós costumamos ouvir quando propomos algo novo. A maioria das coisas quebra. A maioria das ideias fracassa. A maioria das iniciativas não é bem-sucedida. E, se você for a pessoa por trás dela, se for o cara que sempre começa algo que fracassa, parece que você está condenado, e a nossa sociedade adora falar sobre um fracasso.

Para nós é fácil jogar na cara, encontrar a culpa, criticar alegremente as coisas que deram errado. O que elas não sabem é que pessoas de grande sucesso um dia também já fracassaram. Steve Jobs já lançou vários produtos que não deram certo, Pelé e Michael Jordan já foram rejeitados e Abraham Lincoln já perdeu várias eleições.

A iniciativa é rara, por isso é valiosa.

Carimbar papéis não é algo raro e é por isso não é difícil que paguem um salário mínimo por isso, ou melhor, é exatamente por isso que com esse tipo de trabalho ganha-se um salário mínimo.

Porem, é extremamente difícil encontrar pessoas diferentes querendo começar projetos uteis. Porque, às vezes o que você inicia não funciona. O fato de que não funciona sempre deve lhe dar confiança, pois significa que você está fazendo algo que assusta os outros. E é exatamente por isso que esse tipo de pessoa costuma ganhar mais do que as outras.

A excelência não é uma questão de trabalhar ainda mais arduamente para fazer o que lhes disseram. É uma questão de tomar a iniciativa para fazer o trabalho que você acha que vale a pena. Pare de esperar por um mapa. O mercado recompensa aqueles que traçam um mapa, não aqueles que os seguem.

Menos teoria e mais prática

Jogar com pressentimentos não é a mesma coisa que quebrar as regras. Se você mantiver a ideia dentro de você, só a estará lançando hipoteticamente, testando o mercado conceitualmente, fazendo um protótipo do seu conceito.

Se você não lançar a ideia, na verdade não começou nada. Em algum momento, seu trabalho tem de cruzar com o mercado. Em algum momento, você precisa de uma resposta para saber se ele funcionou ou não. Caso contrário, não passa de um hobby.

Em empresas que mudam rapidamente, a melhor maneira de se adaptar, de se tornar um líder, alguém importante, é iniciar. Nas melhores empresas a chama da iniciativa sempre é valorizada. Infelizmente, muitos lugares estão parados na cultura da repetição.

Se você não puder fracassar, não conta.

É impossível ter uma política de apenas sucessos. Essa política, por si só, garante que não haverá sucessos. A menos que haja uma postura na organização que abrace fracassos, é impossível lançar algo que funcione.

Parte de iniciar é estar disposto a descobrir que aquilo que você encontra no final é diferente daquilo que você se preparou para achar. Se não estiver disposto a descobrir essa surpresa, não é surpreendente que você tenha medo de começar.

Se você nunca falhar, ou você é muito sortudo ou nunca lançou nada. Fale com qualquer pessoa bem-sucedida. Ela ficará feliz em lhe contar sua série de fracassos.

Hoje, não começar é muito, mas muito pior do que estar errado. Se você começar, tem a chance de evoluir e transformar o errado no certo. Mas, se não começar, não terá nenhuma chance.

Comece agora

O ato de iniciar é como um músculo. Uma vez que o hábito estiver sedimentado e você se tornar um iniciador, o centro do círculo, você encontrará mais e mais coisas para perceber, instigar e iniciar.

Há muitas pessoas inteligentes e bem-treinadas em pequenas e grandes organizações que sabem exatamente o que fazer. A carência, portanto, não é de pessoas que sabem o que fazer, mas sim de pessoas que queiram fazer. Dar o salto. Ir até a beirada e começar.

Acredito que, se você tem a habilidade e os recursos necessários para fazer a diferença, então o nível do “deve” é ultrapassado e chega-se ao do “tem de”. Quando você está comprometido com uma organização, relacionamento ou comunidade, começar é um dever seu com sua equipe. Iniciar. Ser aquele que faz as coisas acontecerem.

Os vencedores transformam a iniciativa em paixão e prática. Faça uma lista de pessoas ou organizações de sucesso e comprove você mesmo.

Conclusão

Todos nós já temos boas ideias, temos algo a dizer. Todos nós possuímos um vívido dialogo interno sobre o que podemos fazer e como isso pode melhorar as coisas. Se você não tem, se há apenas estagnação dentro de você, você não tinha parado de ler esse texto logo no começo.

Se há uma pessoa lutando para segurar uma bandeja enquanto cruza a cafeteira de um hospital, você pode se levantar, ir até ela e ajudá-la. Existe uma forma mais adequada de atender ao telefone quando os consumidores ligam com raiva? Você pode tentar ensinar aos outros. Não é a sua função, e pode ser até ser que a pessoa não goste, mas você pode fazer isso.

Estou simplesmente encorajando-o a iniciar. Frequentemente. Para sempre. Seja aquele que inicia coisas. Não precisa estar tudo perfeito. Não precisa ser O cara.

Moral da história: você entendeu completamente o custo de não começar?

 


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