Será que o seu nome influencia o seu futuro?


nome

Diretos das páginas de um livro MUITO maluco chamado Freakonomics: o Lado Oculto e Inesperado de Tudo que nos Afeta (e quando eu publicar o resumo eu explico o porquê) vem um assunto ainda mais maluco para o post de hoje.

Ao se perguntarem se o nome tem alguma interferência ou não no futuro de uma pessoa, os autores Steven Levitt e Stephen Dubner fizeram uma série de pesquisas sobre o assunto, como esta a seguir:

Ao enviarem dois currículos para diversas vagas de emprego, um com um nome tipicamente de branco e outro com o nome tipicamente de negro, os currículos “brancos” sempre conseguiam um número maior de entrevistas.

Mas ao se perguntarem o por que desse fato acontecer, não encontravam respostas claras, não dava saber o porque de fato isso acontecia, será que o empregador era preconceituoso?

Em busca de respostas, eles analisaram uma tonelada de nomes de pessoas nascidas na cidade da Califórnia, e chegaram a seguinte conclusão:

…. na média, uma pessoa com um nome ostensivamente negro – seja uma mulher ou um homem – tem, com efeito, um futuro pior e sofre mais preconceito do que uma mulher ou homem com um nome ostensivamente branco.

Porém…..

O problema não está no nome. Se dois garotos negros, um com um sobrenome típico de branco e outro com o sobrenome típico de negro, nascem no mesmo bairro e sob as mesmas circunstâncias familiares e econômicas, é provável que os dois tenham futuros similares.

O que acontece então?

O tipo de pai que batiza o filho com um sobrenome típico de branco não costuma morar no mesmo bairro que mora o tipo de pai que dá ao filho o nome de negro nem partilhar as circunstâncias deste, como frequentar boas escolas, ter boas amizades, possuir o apoio familiar para os estudos, etc…

Concluindo: Seu nome é um indicador – não uma causa – de seu futuro. Possuir um nome comum entre as classes mais pobres como Washington não significa que o seu futuro está fadado ao fracasso

Curiosidades malucas dessa pesquisa:

Como um sobrenome surge entre as famílias mais pobres?

Os autores afirmam que quando um nome “pega” entre os indivíduos de classe alta, com famílias de auto grau de instrução, ele começa a se “viralizar” entre a classe mais pobre. Eles chegaram a conclusão de que não são os famosos os maiores responsáveis por dar sobrenome aos filhos das família mais pobres, e sim as famílias ricas, aquelas com uma casa grande e um carro novo na garagem.

Como um sobrenome deixa de ser moda:

Quando um sobrenome começa a virar moda entre as famílias mais ricas, a tendência é que a classe mais pobre comece a copiá-lo. Quando o nome começa a virar tão comum, ele acaba saindo de moda por completo e é nesse momento que os pais de família de baixa renda começam a procurar um novo nome que os pais da classe alta acabaram de descobrir.

A pesquisa é americana, mas de repente no Brasil funcione da mesma forma.

É um assunto maluco, mas bem curioso.


Newslatter
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