Será que vale a pena ser milionário?


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Creio que o assunto de hoje será bem polêmico. Aliás, geralmente tudo o que envolve dinheiro costuma gerar bastante discussão. Não fosse assim, provavelmente não existiriam tantos sites, livros e cursos prometendo ensinar a fórmula mágica para chegar ao primeiro milhão.

Por sinal, já repararam que ultimamente parece que ficou feio falar 1 milhão de reais? Agora a moda é falar “múltiplos de 7 dígitos”. Como quase tudo nos Negócios, a moda começou nos Estados Unidos e passou a ser adotado pelos gurus brasileiros…

Pois bem, eu não te conheço, mas aposto que ao menos uma vez na vida você já pensou em como seria viver uma rotina de milionário.

Não milionário de alguns milhões de reais, mas verdadeiramente milionário, tipo o Eike Batista na época das vacas gordas. Fazer o que quiser, onde quiser e na hora que quiser…

Que maravilha heim?

Eu já fiz essa simulação mental de brincadeira com alguns amigos. Também já pensei em aplicar essa questão em uma prova para testar o nível da criatividade dos meus alunos.

Ser milionário para alguns é questão de vida ou morte

O fato é que se a vida regada a MUITO dinheiro para alguns é algo distante, para outros é um objetivo compulsivo. Ou o cara fica milionário, ou ele morrerá frustrado, se lamentando eternamente dos erros que cometeu ou das metas que não cumpriu para conseguir chegar até o pote de ouro no final do arco-íris.

“Talvez se eu não tivesse tomado tantos cafezinhos…”

É, quem sabe.

A questão é que eu (não posso afirmar sobre você), imagino essa questão de um ponto de vista de uma pessoa que não é milionária.

Mas olha que sensacional, navegando pela internet, me deparei com um texto escrito por um gringo que, efetivamente, havia se tornado milionário. Não tipo Mega-Sena da virada, mas é uma fortuna considerável, algo em torno de US$15 milhões de dólares, aos 25 anos de idade.

Como é sempre bom ler opiniões de um mesmo assunto sob pontos de vista diferentes, transcrevo a resposta do cidadão para a pergunta “vale a pena ser milionário?”, para que você aumente o seu reportório intelectual. Vamos lá:

Vale a pena ser milionário?

Eu ganhei US$ 15 milhões por volta de 25 anos de idade depois de ter vendido uma startup de tecnologia. Eu conversei com uma porção de gente sobre esta questão, e pensei um montão sobre como permanecer a mesma pessoa que eu era antes de ter feito tanto dinheiro.

Aqui está a minha resposta: ser rico é melhor que não ser, mas não é nem de perto tão bom quanto você imagina ser.

O porque é um pouco mais complicado.

Primeiro, uma das poucas coisas que ser rico te dá é que você não precisa nunca mais se preocupar com grana. Haverá ainda algumas despesas que você não poderá bancar (e que você desejará), mas grande parte das despesas você poderá fazer sem pensar muito no assunto. Isto definitivamente é melhor, sem dúvida.

Ser rico, no entanto, tem algumas desvantagens. A primeira coisa que você está pensando ao ler isto é “ele está chorando de barriga cheia”. Esta é uma das desvantagens. Você não poderá nunca mais reclamar de nada. Uma vez que a maioria das pessoas imagina que ser rico é atingir o nirvana, você não pode mais se permitir ter nenhuma necessidade humana ou frustração. Apesar de você ser ainda um ser humano, grande parte das pessoas não te tratam mais como um.

E aí está a segunda desvantagem. Grande parte das pessoas querem alguma coisa de você, e pode ser difícil descobrir se alguém está sendo legal com você porque simplesmente gosta de você, ou porque quer o seu dinheiro. Se você ainda não for casado, boa sorte ao tentar descobrir (e/ou fique para sempre na dúvida) se o seu/sua parceiro/a gosta de você ou do seu dinheiro.

E tem os amigos e a família. Espero que o seu relacionamento com eles não azede, mas vai ficar mais difícil. Tanto amigos quanto familiares podem se tornar estranhos, e começar a te tratar de maneira diferente. Eles podem te pedir um empréstimo (má ideia: se você der, dê sempre como um presente). Um problema comum é que eles não apreciam os presentes de Natal da mesma forma como gostavam antes, e eles podem ter expectativas irrealistas sobre o valor do presente, e podem ficar decepcionados se o presente não vai ao encontro de suas expectativas. Você começa a tomar decisões para os seus pais sobre o que custa e o que não, e francamente, isso é muito esquisito.

Some tudo isso e você começará a sentir uma certa sensação de isolamento.

Você algumas vezes perde o sono à noite, pensando se você tomou as decisões de investimento corretas, se você vai perder tudo. Sabe aquela sensação de estar no alto de um edifício, aquela sensação de que você pode perder a cabeça a qualquer momento e pular? Algumas vezes você tem a sensação de que pode perder a cabeça e gastar todo o dinheiro de uma vez.

A próxima coisa que você precisa entender sobre dinheiro é isso: todas as coisas que um dia você desejou comprar, valiam a pena somente porque você não conseguia comprá-las (ou tinha que trabalhar realmente pesado para comprá-las). Talvez você esteja de olho em um Audi – uma vez que você consegue comprá-lo facilmente, ele não significa muito para você agora.

Tudo é relativo, e seu poder sobre isso é limitado. Sim, o primeiro mês em que você dirige um Audi, ou janta em um restaurante chique, você realmente gosta. Mas depois você se acostuma. E então você se pega procurando a próxima coisa, o próximo nível. E o problema é que você reviu as suas expectativas, e tudo abaixo daquele nível não consegue te animar mais.

Isso acontece com qualquer um. Pessoas equilibradas podem manter a perspectiva, lutar ativamente contra isso, e permanecer estáveis. Pessoas com menos equilíbrio reclamam disso e começam a se comportar de maneira rude e agressiva. Mas, lembre-se: isso poderia acontecer com você, mesmo que você pense que não. Confie em mim.

A maior parte das pessoas têm a ilusão de que se tivessem mais dinheiro, suas vidas seriam melhores e seriam mais felizes. Então elas ficam ricas, e isso não acontece, levando a uma séria crise existencial.

Se você faz parte da classe média, você pode fazer com a sua vida o que você quiser fazer dela. Se você não está feliz agora, você não ficará feliz com mais dinheiro.

Observação final

Aqui talvez se encaixe o velho ditado popular: os seus gastos sempre tomarão conta de todo o seu orçamento, independentemente do seu tamanho. E você sempre sentirá falta de mais dinheiro, independentemente de quanto você tenha.


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