Seria Anderson Silva um vilão?


Que fique bem claro que eu nunca fui a favor dos métodos utilizados pelo maior lutador de MMA de todos os tempos usa para ganhar uma luta, o brasileiro Anderson Silva.

Menosprezar os adversários, seja lutando de guarda baixa, ou os ofendendo, mesmo que psicologicamente, seus oponentes no meio da luta, no meu modo de ver as coisas, jamais poderia ser chamado de “técnica” de luta. Respeito sempre em primeiro lugar.

Mas um fato me chamou muita atenção nessa ultima semana.

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Anderson Silva x Demian Maia – O maior exemplo da falta de respeito do ex-campeão com seus adversários.

Seria Anderson Silva um vilão?

Quando eu li que a primeira coisa que ele disse ao acordar da cirurgia foi pedir desculpas para o povo brasileiro, imediatamente me veio a lembrança de uma pergunta que fizeram para um atleta americano sobre o porque do fator psicológico parecer atrapalhar tanto os atletas brasileiros na hora da decisão em comparação aos americanos (isso se referindo a competição olímpica).

Em sua resposta, ele disse que para os atletas americanos, perder ou ganhar mais uma medalha de ouro não fazia tanta diferença assim no geral, visto que há uma enormidade de outros atletas que possuem plenas condições de ganhar tantas outras.

Para a maioria deles, não existe a cobrança insana da mídia e da população para ganhar a qualquer custo, essa cobrança é feita pelos próprios atletas, visto que a cultura americana já nutre o sentimento de competição.

Já os brasileiros, segundo ele, recebem uma carga emocional muito forte de toda a população, da imprensa, dos parentes, do tio da padaria, do sorveteiro, de todo mundo! Se o cara perder, ele é uma vergonha, indigno de voltar ao país, não vale o dinheiro que ganha.

A carga emocional de ter que aguentar as esperanças de todo um país é tão forte, que os caras não dão conta e literamente espanam na hora H.

Alguém já pensou sobre isso?


Newslatter

Comentários

  1. Robdon Dantas diz:

    Concordo totalmente. É sempre visível nas competições essa pressão sofrida pelos atletas vindas de todas as partes como bem explicou o texto. Nesse caso específico, Anderson Silva, não há como negar seu legado de votórias, entretanto deixa um exemplo que menosprezar demais o “inimigo” pode gerar nele uma vontade de ganhar que supere a própria competência. O melhor é se preparar dando o melhor de si e esperando sempre o melhor do outro.

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