Sobram oportunidades, o que falta é iniciativa


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Iniciativa é para qualquer relacionamento o que um fósforo aceso é para uma vela (John Maxwell – Autor consagrado de Liderança)

Conta-se que em um belo dia, ao passear pela sede do Wal-Mart, em um tour pelas instalações, um consultor empresarial viu cartazes em todo lugar realçando os valores e a filosofia da organização. Um em especial o impressionou, em letras grandes o título “Regra dos 3 metros” dizia:

Deste dia em diante, juro e declaro solenemente que toda vez que um cliente chegar a menos de três metros de mim, sorrirei, olharei em seus olhos e o cumprimentarei”.

Sam Walton, o fundador da rede, entendeu a importância de iniciar um contato com os outros.

Acho que a maioria das pessoas reconhece o valor da iniciativa. Se você perguntar para qualquer pessoa, prontamente ela irá admitir que tomar iniciativa é importante em relacionamentos, porém, sabemos que a realidade é outra e muitos ainda não a tomam.

Quando o assunto é interagir, elas sempre esperam que a outra pessoa dê o primeiro passo. E por que isso acontece? Bem, segue abaixo alguns motivos:

Iniciar uma conversa com alguém sempre parece estranho.
Oferecer ajuda a alguém significa arriscar ser rejeitado.
Doar algo aos outros significa poder ser mal-compreendido.

É notório que você não se sentirá pronto e nem confortável nesses momentos. O desconforto, aliás, talvez seja a beleza mística por trás da iniciativa, quem consegue superá-lo, inevitavelmente faz o ciclo girar, e quem não consegue, fica preso em uma eterna zona de conforto.

Não é segredo para ninguém que um dos atributos mais valorizados dentro das empresas hoje é a iniciativa. Ter pessoas com iniciativa em seu quadro de funcionários é o sonho de qualquer empregador, e também de qualquer professor (onde eu me enquadro).

Pessoas que apresentam projetos sem ninguém pedir nada, que sugerem ideias sem necessariamente ganhar nada por isso e que se candidatam para assumir tarefas que não são de suas responsabilidades estão cada vez mais raras, e é por isso que também são cada vez mais valiosas.

Infelizmente eu já cansei de ver funcionários que, ao ver que um cliente está perdido em sua empresa, nada fazem para ajudá-lo com a desculpa de que “aquela parte em que ele está não é de minha responsabilidade”, mesmo que essa parte signifique ter que dar poucos passos…

O cliente praticamente precisa implorar para ser atendido, que absurdo!

Será que eles faltaram naquela aula, que provavelmente eles consideram chata, que diz que todo funcionário, do porteiro ao presidente da empresa, são vendedores? E que TODOS respondem para um ÚNICO dono, o cliente?

E quer saber de outro absurdo? Cada vez mais eu vejo mais casos de empresários sofrendo ameaças de seus funcionários por pedirem para que os mesmos exerçam uma determinada função que não é sua por um pequeno período de tempo. Eles alegam que se não forem devidamente remunerados por isso, irão acionar o sindicato e procurar seus direitos.

Que empresa progride com um funcionário assim?

Pessoal, só cumprir o que está descrito no seu cargo não resolve mais! É preciso ir além!

A pessoa pode ser extremamente estudiosa, dedicada, íntegra e tudo mais, porém, se não tiver iniciativa parar fazer as coisas acontecerem, sinto lhe dizer, mas, pode esquecer… E digo mais, eu já vi, e tenho certeza que você também já viu, pessoas intelectualmente inferiores conquistarem vagas e promoções em disputa direta com aqueles que cumprem tudo aquilo que a sua função pede, e só.

Os invejosos dizem que isso acontece porque eles são “puxa-sacos”. Eu digo que isso acontece porque provavelmente eles estão se esforçando mais do que os outros.

Gostaria de deixar bem claro que eu não estou defendendo nenhum dos lados. Eu também já vi empreendedores explorarem seus colaboradores dia após dia, fadigando-os até causar uma patologia. O bom senso e o equilíbrio precisam ficar claros para ambos os lados, senão o que poderia ajudar a empresa acaba por afunda-la de vez.

Já dentro da sala de aula as coisas também estão preocupantes. Fico impressionado com a falta de iniciativa dos adolescentes de hoje. Como também dou aulas para esse público, consigo contar nos dedos aqueles que se voluntariam quando peço para que eles se apresentem para o restante da sala. Excluindo algumas exceções, o restante se perde em troca de acusações, um apontando o dedo para o outro, um empurrando a vez para o outro, ninguém quer chamar a responsabilidade, isso é realmente muito triste e só demonstra a falta de preparo desses futuros candidatos.

Com frequência, esperamos pelo “momento perfeito” para tomar iniciativa. Posso te afirmar com total convicção, o momento perfeito nunca chega, e se você ficar esperando por ele, irá perder muitas oportunidades.

E aí, o que vai ser?


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