Talento não é tudo! Com vocês, os Pontos Fortes


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Você já deve estar cansado de ler artigos sobre retenção de talentos nas empresas, ou ainda de como criar e desenvolver talentos em sua organização.

Esses textos explicam sobre qual o melhor meio de gerir uma pessoa talentosa, mas não explicam de fato, o que é uma pessoa talentosa. Me dava a impressão de que só o fato de descobrir o seu dom já é o suficiente para você se destacar em sua atividade profissional, e isso não é bem verdade.

Como esse assunto aparecia muito de forma superficial, comecei a procurar algum livro especifico sobre o assunto e tanta procura me levou a ler um livro chamado Descubra seus Pontos Fortes dos autores Buckingham e Clifton.

Com base no livro eu montei o que chamo de Templo do Talento (talvez o nome não seja lá dos melhores, mas a explicação é muito simples e didática).

O templo está divido em três níveis:

A Base do Templo – os Talentos:

Os autores definem talento como qualquer padrão recorrente de pensamento, sensação ou comportamento que possa ser usado PRODUTIVAMENTE.

Exemplo: se você é uma pessoa curiosa e usa este dom de maneira produtiva (sendo um investigador de polícia) isso é um talento.

Peço que não se prenda ao conceito, ele a primeira vista parece ser um pouco confuso. O importante é saber que TODOS NÓS POSSUÍMOS ALGUM TIPO DE TALENTO. Às vezes uma pessoa pode morrer sem descobrir qual o seu talento, mas há um consenso geral entre diversos autores que confirmam que todo ser humano nasce com um algum talento específico, o chamado Talento Inato.

Por esse motivo coloquei nossos talentos como a base do Templo, afinal, como já dito, todos nós possuímos algum talento.

As Colunas do Templo – Conhecimentos e Técnicas:

Assim são definidos os conceitos de Conhecimentos e Técnicas pelos autores:

Conhecimento são as lições e fatos que você aprende ao longo da vida

Técnicas são os procedimentos que você aperfeiçoa quando exerce alguma atividade.

Simplificando, o segundo nível do templo é composto pelo conhecimento e técnicas que você adquire com estudos e com a prática.

Seria muita ingenuidade da nossa parte achar que só descobrindo qual o nosso talento bastaria para chegar ao topo da
hierarquia em nossas atividades.

O talento por si só não é o suficiente. As coisas não são tão simples assim. Nosso talento inato precisa ser refinado, ele necessita ser lapidado.

Exemplo: Fazer um curso de oratória não quer dizer que você será um excelente palestrante. Você pode aprender e praticar as diversas técnicas, mas se for uma pessoa tímida e não se sentir a vontade perante o público, sua apresentação pode ser um fiasco. Ou seja, aprender uma técnica te ajudará a ficar um pouco melhor, mas não compensará falta de talento.

O Telhado do Templo – os Pontos Fortes

Finalmente, fechando o terceiro nível do Templo aparecem os Pontos Fortes. Buckingham e Clifton definem Pontos Fortes como um desempenho notável e quase perfeito em um determinada atividade.

Afirmo que esses três níveis são interdependentes, não há como exercer um desempenho notável e quase perfeito em uma determinada atividade sem adquirir os conhecimentos e técnicas para tal, e sem ter a certeza de que está usando o seu talento para isso. Como analogia ao Templo, não há como colocar telhado em uma casa sem paredes (colunas).

Exemplo: Como um vendedor, você pode aprender a descrever as características de seus produtos (conhecimento), pode até aprender a fazer as perguntas certas, mais ou menos abertas, para trazer a tona as necessidades de cada possível cliente (técnica), mas você jamais aprenderá a levar esse possível cliente a fechar o negócio exatamente no momento certo e da maneira correta.

Um fato importante deve ser observado, os autores afirmam que todas as pessoas possuem pontos fortes e pontos fracos, mas que a maioria prefere optar em melhorar seus pontos fracos, deixando assim a chance de aprimorar seus pontos fortes, o que segundo eles figura um tremendo ERRO.

Os autores aconselham que o ideal é se concentrar em aprimorar seus pontos fortes, refiná-los ao máximo a ponto de você se tornar um especialista, e quanto aos pontos fracos, esses devem ser ADMINISTRADOS para que não interfiram em sua performance, não se deve concertar suas fraquezas.

E como saber se eu estou usando o meu talento em minha atividade?

Os autores alertam que como o desenvolvimento da excelência no desempenho não tem nada de ciência exata, é difícil saber. Mas concluem que, se após adquirir diversas técnicas e o necessário conhecimento sobre sua profissão e mesmo assim você continuar abaixo da média, o seu talento não esta sendo empregado de forma correta. Outra dica, se você é daqueles que não vê a hora do seu trabalho terminar para poder voltar para casa, provavelmente também não está utilizando o seu talento.

E finalmente, a prova final!

Se você ainda está em dúvida se a sua profissão está de encontro ao seu talento inato faça a seguinte pergunta:

Será que consigo me imaginar fazendo essa atividade repetidamente, com alegria e com excelência pelo resto da minha vida?

Se a resposta for sim, parabéns você está no caminho certo, mas se a resposta for não, nada de desânimo, mais cedo ou mais tarde você descobrirá qual o seu talento, e a partir deste momento, tudo ficará mais fácil.


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