Temos vagas, mas paga-se pouco


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Como resolver o problema do mau atendimento que tanto escutamos por aí?

A minha sugestão é oferecer salários mais dignos para esse pessoal. O grande problema é que os empresários insistem em pagar uma miséria para os funcionários da linha de frente. Estou cansado de ver anúncios de empregos que oferecem um salário mínimo para a pessoa trabalhar 44 horas semanais, de segunda a sábado, e mesmo assim chover pretendes. 

Eu garanto que não será necessário parar para analisar os currículos desse pessoal para ver que pouquíssimos ali apresentarão um nível aceitável de qualificação.

Também garanto que não precisarei parar para avaliar a cultura dessa empresa para saber que não encontrarei nenhum plano de retenção de talentos, incentivos a inovação ou premiações por produtividade.

A única coisa que uma empresa dessa deve ter é um relógio de ponto para descontar alguns trocados do pessoal que chegar 5 minutos atrasado.

Temos vagas, mas paga-se pouco

Eu nunca vou me esquecer de uma palestra que assisti e o dono de uma empresa disse a mesma pergunta que estou cansado de escutar nesse tipo de evento: “Está faltando mão de obra qualificada”.

E a resposta veio como um soco: “Não está faltando mão de obra, o que está faltando são salários dignos. O que acontece é que os empresários brasileiros querem contratar o Cristiano Ronaldo, mas oferecem um salário de um jogador da série D. O Messi custa caro, o Neymar custa caro. Mão de obra qualificada existe, basta você querer pagar por ela.”

Infelizmente, a demanda por empregos nessa área sempre será maior que a oferta, ou seja, por mais que o salário seja baixo, sempre terá alguém para aceitar a vaga, e as coisas nunca irão melhorar.

Quem concorda?


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