Três livros para fazer você repensar seus valores pessoais


Apesar de concentrar 90% da minha leitura em livros que abrangem a área de negócios, de vez em quando eu fujo um pouco do foco e leio algo não relacionado ao tema. Como não sei bem o que vale ou não a pena comprar em outras áreas, ultimamente tenho seguido muitas recomendações, e felizmente tenho dado sorte.

Abaixo listo três livros que de alguma forma me fizeram repensar meus valores de vida. São obras que me motivaram a reorganizar meus pensamentos em busca de melhorias pessoais e torço para que elas provoquem o mesmo espírito de mudança em você.

Três livros para você repensar seus valores

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O livro mais influente dos Estados Unidos depois da Bíblia, foi também o maior livro que já li. São 1.200 páginas que misturam romance com ficção e que tornam este livro uma obra prima sobre empreendedorismo, capitalismo e inovação.

Uma fonte inspiradora para aqueles que buscam o crescimento profissional, para aqueles que não se orgulham, e não se envergonham do dinheiro que ganham, para aqueles que acreditam que o seu futuro depende de suas ações e não de medidas do governo ou da bondade de Deus.

No livro, os melhores empresários, industriais, músicos, pensadores, cientistas e executivos abandonam os seus bens, empresas, dinheiro e posses e vão viver em um lugar isolado sociedade. Os melhores do mundo simplesmente entram em greve!

A história se passa em um Estados Unidos fictício, onde o governo sanciona leis que proíbem a inovação e cria decretos que lhe concedem os direitos de regular o mercado, é o governo que passa a decidir o que os donos das empresas devem ou não fazer para sobreviver no mercado.

Essas medidas forçam as empresas bem sucedidas a sustentar empresas mal administradas, assegurando assim que ninguém nunca se sobressairá no mercado, e que ninguém nunca será banido por incompetência, ou seja, todos terão sempre a mesma participação de mercado, e o acesso a mesma tecnologia, tudo na mais maldita mediocridade.

“Que os operários medíocres toquem as empresas! Que os deputados corruptos escrevam softwares para gerir empresas transnacionais! Eu não vou mais viver em um mundo dominado por usurpadores. Eu nunca mais vou sustentar os preguiçosos. Eles que se virem. Não vou mais sustentar o mundo, e também não quero que ninguém me sustente.”

Um mundo onde inovação, criação, genialidade e individualidade se tornaram pecado. Um mundo onde se destacar da multidão é errado, onde acumular dinheiro por trabalhar duro é injusto e altamente prejudicial a coletividade. Segundo o estado protetor diretor e decisor, quando um se destaca, mil perdem. Portanto, ninguém pode se destacar.

Por uma incrível coincidência, quando eu estava escrevendo este post, meu antigo professor postou esses tópicos em seu Facebook. Ele não estava pensando no livro, mas acabou resumindo boa parte dos conceitos nele empregados:

1. Você não pode levar o mais pobre à prosperidade apenas tirando a prosperidade do mais rico;
2. Para cada um recebendo sem ter de trabalhar, há uma pessoa trabalhando sem receber;
3. O governo não consegue dar nada a ninguém sem que tenha tomado de outra pessoa;
4. Ao contrário do conhecimento, é impossível multiplicar a riqueza tentando dividí-la;
5. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

Clique aqui para ler na integra um dos trechos mais sensacionais do livro.
Clique aqui para ler uma excelente resenha sobre o livro

familia de alta performance i tiba

“A família é de alta performance quando todos os seus integrantes fazem o melhor possível e pensam no que possam falar. Fazer o melhor possível significa integrar tudo o que se conhece, pode e deve ser usado para o bem de si mesmo, das pessoas ao seu redor, da sociedade e do planeta”.

Segundo o autor, muitos dos conceitos que são usados no mundo corporativo como liderança, meritocracia, hierarquização de prioridades, objetivos e metas, projetos e estratégias de execução podem ser aplicados na educação dos filhos. Dentre estes, o questionamento que o autor faz sobre o termo de meritocracia familiar foi o que mais me agradou.

Sou um defensor nato da meritocracia, na minha opinião, e na de Vicent Falconi, um dos maiores consultores corporativos do Brasil, você não pode privilegiar alguém só porque fulano é filho do chefe ou ciclano é puxa saco da diretoria, as pessoas precisam ser promovidas por méritos, precisam fazer por merecer, ou seja, quando os indicadores de performance são claros evita-se discussões e ponto final.

Se uma pessoa fez mais do que a outra, se uma pessoa produziu mais do que a outra, nada mais justo do que essa pessoa ser recompensada por isso!

É seguindo esse princípio, porém aplicado no âmbito familiar, que Içami discorre todo um capítulo do seu livro.

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Em um país de cristãos, essa leitura não poderia deixar de ser recomendada. A maioria de nós tem consciência da importância da Bíblia, mas sua leitura longa, cansativa e complicada acaba nos desestimulando antes mesmo de começarmos. Felizmente, esse livro é a solução perfeita para esse problema.

Nele, o velho testamento é contado em uma espécie de romance, com inicio, meio e fim. Todos os acontecimentos são narrados em uma linguagem atual e todos os personagens são interligados entre as histórias de uma forma inteligentíssima.

A história da bíblia é fascinante e por isso eu não poderia deixar recomendar este livro, para quem ainda não conhece as histórias de Moisés, Josué, David, Salomão, Jesus, entre outras, vale a pena se aprofundar nele.

Se alguém quiser me indicar algum, por favor não deixe de comentar.


Newslatter

Comentários

  1. tc.tubino@terra.com.br diz:

    Não gostei e não gosto de pessoas que tentam se auto-promover como é o teu caso.
    Estamos cheios de pseudo-administradores escrevendo livros, artigos, “umas porcarias”.
    A melhor maneira de se tornar um bom profissional da Administração é poder paralelamente com o cursos de bacharelato, trabalhar, na Administração de uma Empresa de porte.
    De teorias o mundo está cheio. De “espertinhos”, também. O verdadeiro Administrador é aquele que desempenha sua profissão diariamente na Empresa. E esse Administrador não pode servir de escadinha para “pretensos” administradores ficarem escrevendo artigos que só colocam a classe do Administrador para baixo.
    José Milton Soares Tubino
    (51) 98084852
    E-mail: tc.tubino@terra.com.br

  2. Se na sua visão as pessoas que compartilham noticias, tendências e que provocam discussões fazem isso para se aparecer, tenho que respeitar, mas tenho que dizer que na era do compartilhamento e do social, se você continuar pensando assim, irá ficar para trás.

    Não coloco minha classe para baixo, muito pelo contrário, apenas cito a realidade de que hoje o que vemos são administradores que se formam defasados, que não criticam nada justamente porque não possuem base nenhuma para embasar seus argumentos, são filhos do “efeito manada”, que compartilham as coisas sem nem saber o porque. TODOS sabem dessa realidade na administração, se você não quer enxerga-la, paciência.

    Se você também não quer enxergar nas discussões uma maneira de se aprimorar, se prefere se aprimorar na “raça”, como fazia aquele pessoal de 500 anos atrás, por mim tudo bem, no entanto, o verdadeiro administrador na minha opinião é aquele que busca as melhores práticas seja na internet, seja em palestras, ou seja onde for, o que não da para aceitar mais são pessoas que acham que irão se aprimorar com a cara no balcão o dia inteiro. Se você ainda for dessa época, sugiro que reveja os seus conceitos.

    Para finalizar, só gostaria de citar que o mais notável administrador do mundo nunca trabalhou em nenhuma empresa, passou anos exercendo sua profissão de professor e consultor. Suas teorias, mesmo após anos da sua morte, são citadas até hoje pelos principais profissionais de gestão do mundo. Não preciso nem citar o nome dele, pois com certeza você já sabe quem é.

    Abraços e obrigado pela visita.

  3. tc.tubino@terra.com.br diz:

    Respeito, também, a opinião do Diego Andreasi. Quem sabe algum dia poderemos debater esse tema que é muito importante para a nossa classe. Entendo que o nosso Conselho aqui do RS, faz pouco pela nossa classe.

  4. […] de me emocionar ao ler A revolta de Atlas, esse vídeo foi a segunda maior surpresa que eu tive nesse […]

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